Viva o “Dolce Far Niente”

Dezembro 20, 2016

É preciso, mesmo que por breves momentos, parar, demorar, sentir o prazer de nada fazer e de nada ter de fazer. Sem pressas, sem olhar constantemente para o relógio, sem culpa por nos estender-mos mais uns minutos na cama. É preciso dar-mos tempo a nós mesmos: temos o direito, sim, de nada fazer.

Vivemos cansados, stressados, numa correria contra-relógio sempre com a impressão de que não vamos ter tempo para fazer tudo o que planeámos. Desde crianças que somos levados a valorizar o trabalho, o movimento, o não ficar parado.

Toda esta pressa acaba por nos pôr doentes, afastando-nos da nossa essência, da construção de sonhos e ideais que só são possíveis na calma silenciosa da nossa respiração. Sem “estacionarmos” os nossos sentidos, distantes do burburinho quotidiano, nunca nos conseguimos reequilibrar.

Mais importante do que nos presentearmos com estes momentos de “Dolce Far Niente”, é fazermos tudo isto sem  sentimentos de culpa, sem medo de sermos punidos pela vida por conta destas paragens. Pois só assim conseguiremos, mesmo cansados, no final de cada dia abraçar quem caminha ao nosso lado, com ternura renovada. Viva o “Dolce Far Niente”!

A mãe da Maria (A mãe da Maria)

Também Poderá Gostar

Sem comentários

Deixar Comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.