Violência contra crianças com deficiência 

Abril 16, 2018

No sábado, a convite da “Associação de Pais e Amigos da E B 1 “NOVA”, rumei à Póvoa de Varzim onde participei na conferência sobre “Maus tratos na infância e na juventude”.  O desafio era grande, pois na deficiência os números são assustadores, mas com um painel de oradores convidados como a Ana Paula Penteado, a Andrea Silva, o Ricardo Carriço, o Tito de Morais e com a moderação a cargo de Sandra Sousa ,tinha a certeza que seria um sucesso – E FOI!

Muitos parabéns à organização pela iniciativa e à Câmara Municipal e União de Freguesias de Argivai, Beiriz e Póvoa de Varzim pelo apoio. Foi uma ação desruptiva que, pela participação e entrega do público, veio reforçar que este é um dos caminhos para o desenvolvimento da sociedade. A TODOS os que me receberam com tanto carinho e alegria – UM MUITO OBRIGADA – a Póvoa de Varzim está e estará para sempre no meu coração.

Em baixo partilho a dura realidade dos números da violência contra crianças com deficiência, com base num estudo da UNICEF. Ora leiam:

“Crianças com deficiência têm probabilidade três ou quatro vezes mais alta de ser vítimas de violência!

Crianças e adultos com deficiência enfrentam frequentemente uma ampla variedade de barreiras físicas, sociais e ambientais à participação plena na sociedade, inclusive acesso limitado a serviços de atenção à saúde, educação e outros serviços de apoio. Considera-se também que estão expostos a riscos significativamente maiores de violência do que seus pares sem deficiência.

Compreender a extensão da violência contra crianças com deficiência é um primeiro passo essencial para o desenvolvimento de programas eficazes para evitar que se tornem vítimas de violência e para melhorar sua saúde e sua qualidade de vida. Com esse objetivo, equipas de pesquisa da Universidade John Moores, de Liverpool, e da Organização Mundial da Saúde realizaram a primeira revisão sistemática de estudos existentes sobre violência contra crianças com defi-ciência (com 18 anos ou menos), incluindo uma meta-análise.

Dezessete estudos, todos em países de alta renda, atenderam aos critérios de inclusão na revisão. As estimativas sobre prevalência de violência contra crianças com deficiência variaram de 26,7%, para medidas combinadas de violência, a 20,4%, para violência física, e 13,7%, para violência sexual.

Estimativas de risco indicaram que crianças com deficiência estavam expostas a risco significativamente maior de sofrer violência do que seus pares sem deficiência: 3,7 vezes maior para medidas combinadas de violência, 3,6 vezes maior para violência física e 2,9 vezes maior para violência sexual. Embora não conclusivos, houve indícios de que o tipo de deficiência afeta a prevalência e o risco de violência. Por exemplo, crianças com deficiência mental ou intelectual apresentaram probabilidade 4,6 vezes mais alta de ser vítimas de violência sexual do que seus pares sem deficiência.(…)

Diversas explicações têm sido oferecidas sobre os motivos pelos quais crianças com deficiência correm risco mais alto de violência do que crianças sem deficiência. Cuidar de uma criança com deficiência impõe mais stresse aos progenitores ou às famílias, aumentando o risco de abusos. Ainda é significativo o número de crianças com deficiência colocadas sob cuidados institucionais, o que constitui um fator de risco importante para abusos físicos e sexuais. Crianças com deficiências que afetam a comunicação podem ser particularmente vulneráveis a abusos, uma vez que essa limitação pode prejudicar sua capacidade de denunciar experiências abusivas.”

Fonte UNICEF | Situação Mundial da Infância 2013 – Violência contra crianças com deficiência

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