Será?

Junho 2, 2016

Dizem que ter um filho é como entrar no paraíso. Ao mesmo tempo em que, assim que se descobre uma gravidez, a família é tomada por uma alegria e um amor que nunca imaginou poder sentir um dia, a responsabilidade por aquele ser e as preocupações com o seu bem-estar aparecem imediatamente como se fizessem parte do “pacote”.

Mas para colocar um pouco mais de tempero nestas emoções, algumas famílias acabam por receber um desafio ainda maior – um filho deficiente. Aí as famílias têm de conciliar os sentimentos típicos da maternidade e da paternidade com uma dose extra de perseverança.

Quando uma família tem um filho deficiente, o dia a dia deixa de ser uma mera rotina para se transformar numa sequência de desafios constantes. Sentar, gatinhar, balbuciar, um som, ou apenas um olhar nos olhos, passam a ser gestos comemorados, pois são gigantes batalhas vencidas tanto pela criança como pelos pais. As pequenas vitórias passam a ser a energia que recarrega as “baterias” de toda a família.

O nascimento da Maria mudou a nossa forma de encarar a vida. Às vezes a agitação do dia a dia impede-nos de viver cada momento com a intensidade devida. O que a Maria nos mostra é que cada um tem seu tempo e que cada segundo de vida deve ser aproveitado da melhor forma possível. Graças à Maria a nossa história é vivida de uma maneira mais real e intensa.

Agora, para quem não tem uma Maria, deixo aqui algumas perguntas em “modo” reflexão:

  • Será que estamos a respeitar os limites dos nossos filhos?
  • Será que estamos a aproveitar intensamente cada dia que passamos ao lado deles?
  • Será que estamos a dar valor ao que realmente importa na vida?

Espero que sim, do fundo do meu coração!

A Mãe da Maria (Ana Rebelo)

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