Que susto!

Fevereiro 1, 2016

Domingo tivemos mais uma tarde sensacional. Bicicletas em cima do carro, tênis nos pés e toca a sair para passear. O Tomás e o Jorge iam andar de bicicleta, enquanto nós íamos andar um pouco a pé e estar com amigos.

Numa tarde amena em que o sol nos surpreendeu, por ali estivemos sentados numa fabulosa esplanada a conversar. Já a chegar a hora do lanche, a Matilde e eu fizemos-nos ao caminho e fomos em direção ao Guincho. Queríamos mexer as pernas, apanhar a brisa e os últimos raios de sol antes que ele desaparecesse pelo horizonte.

Andámos uns quilómetros e chegou o Jorge (de carro) que nos recolheu. Entretanto já tínhamos combinado um lanche ajantarado na casa de um amigo, que convidou o grupo todo que durante a tarde se juntou. E assim foi. Bem cedo já estávamos todos a jantar, pois segunda é dia de trabalhar.

Não sei o que se passou comigo, mas mal comi a sopa (que estava ótima), comecei a sentir-me mal. A partir daí, nada mais entrou. Tentei disfarçar e enganar a má disposição. Mas não havia hipótese, sentia uma bola gigante no estômago.

Entre tonturas e vómitos, foram todos incansáveis e estiveram sempre a ajudar-me. Eu para além de me sentir terrivelmente mal, parecia um verdadeiro fantasma de tão branca que estava. Mal melhorei um pouco, aproveitámos para vir para casa. A viagem não foi agradável. As tonturas não paravam e as dores a aumentarem cada vez mais – e não me lembro de mais nada – perdi os sentidos.

Acordei à porta de casa, com a cara encharcada de água, a Matilde a chorar e o Tomás aos gritos. A Maria calma e o Jorge stressadíssimo. Não sabia se havia de tomar conta de mim ou de acudir os miúdos que estavam histéricos.

O Jorge ligou para a linha de saúde 24 e mandaram-nos seguir para o H. Sta. Maria para fazer exames. O stress da Matilde era assustador, não se conseguia controlar. De me ver inanimada, só gritava com o pai (enquanto chorava), para me levar para o hospital. O Tomás estava em stress só repetia sem parar para o pai seguir para o hospital. A Maria, não estava nem aí.

Lá seguimos para o hospital onde estive a fazer exames, a levar soro e fazer medicação. Foi só uma paragem de digestão e um desmaio por reação vagal. Graças a Deus nenhuma complicação. Tive alta durante a madrugada e conseguimos chegar a casa, ainda antes de amanhecer.

Esta manhã, os miúdos mal acordaram foram logo espreitar o meu quarto. A Matilde foi direta à minha cama, olhou para mim e disse:

– Mãe, que susto me pregaste…É tão bom ver os teus olhos abertos e a sorrir!

Logo de seguida entrou o Tomás. Quando desmaiei o Jorge pediu-lhe ajuda para me segurar na cabeça. Então só dizia:

– Mãe estás melhor? A tua cabeça pesa tanto que eu não conseguia segurar, tens mesmo de ser muito inteligente!

Foi a primeira vez que desmaiei em frente aos meus filhos e o susto que eles apanharam foi gigantesco. Mas a lição ficou, a partir de agora já sabem exatamente como reagir numa situação destas. Há sustos que nos fazem aprender…e este já passou!

A Mãe da Maria (Ana Rebelo)

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1 Comentário

  • Responder santos da casa Fevereiro 2, 2016 em 17:53

    Boa tarde
    São sempre coisas novas.

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