Prioridade sim, mas com naturalidade!

Janeiro 15, 2017
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No passado dia 27 de Dezembro a lei que regula o atendimento prioritário mudou. Agora é obrigatório disponibilizar atendimento prioritário tanto no setor público como privado.

Com as novas regras, têm direito a prioridade pessoas com mais de 65 anos ou com limitações percetíveis, grávidas, deficientes que sejam portadores de incapacidade igual ou superior a 60% e acompanhantes de criança de colo até aos 2 anos.

Se houver várias pessoas nestas circunstâncias, na mesma fila, o atendimento é feito por ordem de chegada.

Se a lei for desrespeitada e o infrator for pessoa singular, incorre numa multa que pode ir até aos € 500; se se tratar de uma empresa, a multa vai até aos € 1000 euros.

Em primeiro lugar quem pensou nesta lei esqueceu-se que neste “nicho de pessoas” que têm direito a prioridade – grávidas, pais com bebés de colo até 2 anos, pessoas com mais de 65 anos e deficientes com grau de incapacidade de mais de 60% – deve estar mais ou menos 25% da população.

Ou seja, ao regulamentar desta forma, não vai tardar muito que o atendimento prioritário tenha filas maiores do que o atendimento normal.

Em segundo lugar, não entendo como no ano de 2017 ainda é preciso regulamentar o bom-senso!

Mas será possível que as pessoas não tenham a capacidade de entender a prioridade? É preciso irem-lhes ao bolso para respeitar algo tão simples quanto o entendimento das necessidades dos outros? Onde anda a capacidade de cada um de nós, se pôr no lugar do outro?

A todos os que me estão a ler, peço um grande favor, sempre que derem prioridade não o façam por obrigação, façam-no sim com entendimento de causa e dêem prioridade por empatia e acima de tudo com naturalidade!

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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4 Comentários

  • Responder Isabel de Miranda Janeiro 16, 2017 em 18:54

    Subscrevo na integra! Eu sou do tempo, que se estava sentada, em transportes ou em algum lugar público, e se entrasse algum idoso ou noutra das situações aqui descritas, dava o meu lugar (o mesmo em filas) assim fui educada, o mesmo ensinei aos meus filhos (hoje ela com 37 e ele com 32), espero e acredito que continuem a fazer o que lhes transmiti: respeito! Hoje com 58 anos, vejo muita falta de respeito em todas as faixas etárias, eu por vezes penso: o pessoal anda todo a correr para quê?

    Beijinhos mãe da Maria e Maria

  • Responder Adriana Coutinho Janeiro 16, 2017 em 20:04

    Não poderia estar mais de acordo, mas confesso que ainda vou além… desde quando o cidadão comum tem capacidade para aferir o que são pessoas com deficiência com grau de incapacidade superior a 60%? E os gestores de caixa de pagamento vão ter? Acho surreal estas medidas que vêm criar complexidade a um tema que tal como a mãe da Maria diz, precisa é de bom senso, boa vontade e uma grande educação acima de tudo.
    Boa semana para todas :)

  • Responder Isabel Amaral Janeiro 17, 2017 em 14:27

    Concordo, o bom senso é sempre o melhor. Claro q não devia ser preciso haver uma lei a obrigar às pessoas a fazer o q devia ser feito espontaneamente. Como mãe de um jovem em cadeira de rodas tenho tenho vivido experiencias no mínimo caricatas . Por isso o q podemos pedir é mesmo bom senso

  • Responder Inês Vasconcelos Julho 2, 2017 em 15:05

    Um destes dias numa farmácia com atendimento por senha, que estão divididas em prioritárias e não prioritárias…
    Uma senhora de 85 anos não sabia “trabalhar com a máquina. Pediu-me ajuda. Perguntei-te a idade. 85. Tirei a senha prioritária.
    Não demorou dois minutos chega a vez dela.
    O funcionário da respetiva farmácia manda a senhora buscar nova senha…que se enganou…
    Vou em socorro e digo que fui eu que tirei a senha e está correta, alego a lei em causa.
    Resposta, estas senhas são só para pessoas de muletas.
    Com pessoas assim nem bom senso nem leis …não há solução senão um ” banho” de civilizacao

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