Perder a calma sem abandonar a alma

Março 22, 2017
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Mal sabia eu, e mal sabem tantos outros, que as dores não chegam sozinhas, nem sequer sabem o caminho do peito, mas somos nós que as guiamos sem freio para o lugar mais importante do corpo: lá dentro.

Levamos tempo a descobrir que podemos carregar os nossos sonhos na cauda de um cometa. Guardá-los num local seguro para que o tempo os proteja. Ah, a poeira do tempo, – e esses frágeis fragmentos do que passou, – onde é que guardou?

Fez sala para a tristeza ou transformou-a? E a saudade, essa que ainda aparece uma vez ou outra, plantámos no jardim de casa para virar flor? Ou deixámos pendurada na porta para que nunca deixe de ser dor?

É que transformar dá luta. Mas a equação é simples: subtrair o medo, multiplicar o gosto por agradecer e dividir este último por aí. Caiu a máscara, esqueça a velha matemática, vamos por mim.

Ficamos combinados assim? Atravessamos e queimamos a ponte, afinal de contas, quando grito sou eu mesmo quem responde. É o eco da vida que ressoa na exata medida em que cada um acredita.

Troquemos as crenças que só geram doenças por frases de afeto: “se me ofender, eu abraço” ou, quem sabe, a lei da superação do “faço e se errar, refaço”. Parece difícil, mas é fácil. Tudo começa por dentro.

Uma hora acabamos por virar a chave da vida, costuramos as feridas e descobrimos um enorme espaço que sobra para plantar os nossos sonhos. Não pensem nunca que foi tempo perdido.

É só uma questão de estar pronto para entender que o destino até pode existir, mas que depende de nós fazer acontecer. É só uma questão de perder a calma sem abandonar a alma e, enfim, correr atrás do que se quer!

Fonte www.asomadetodosafetos.com | Adaptação do texto “A menina boba que aprendeu a sonhar”

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