O dom de observar

Agosto 9, 2018
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Habituada a viver com o coração encostado à boca, com a impulsividade de dizer tudo aquilo que me vai na alma, dou por mim contida a observar.

Não é fácil controlar tudo aquilo que dizemos, mas observar dá-nos a sabedoria de nos colocarmos longe e sabermos avaliar as atitudes e principalmente as ações dos outros.

Há tempos que optei por seguir estes ensinamentos da Maria e com esta opção tenho observado de longe e entendido muitas coisas que, se tivesse agido de imediato, nunca teria tido a capacidade de as avaliar corretamente.

Hoje sinto-me serena e confortável. É como se tivesse uma varinha de condão. Como diz o Tomás: a minha mãe assusta-me, adivinha tudo.. – mas não! Agora sei que a experiência de vida, aliada ao poder de observação torna-nos intuitivos e cada vez mais capazes de distinguir aqueles que estão cá por bem, daqueles que nem tanto.

É tal a intuição que chego a adivinhar atitudes e ações futuras – mas o mais engraçado é que é muito mais fácil prever as más, que boas. E a explicação é muito simples, as ações feitas de coração são genuínas e expontâneas. As outras são pensadas e reflectidas para prejudicar, logo quem estiver atento, parece um adivinho.

A todos aqueles que estão cá por bem, um enorme bem haja. Aos que infernizam a vida dos outros, nem precisamos de gastar tempo, a vida encarregar-se-á de lhes provar que tudo o que fazemos, volta em dobro para nós…😉

Obrigada Maria por me ensinares – a ver e ouvir, muito além do que é escrito e dito – o dom de observar!

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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