Mãe o cavalo?

Outubro 29, 2015

Ontem, foi mais um dia de trânsito complicado aqui por Lisboa. Não sei o que se passará com esta cidade, mas há duas semanas que todos os dias, a partir das cinco e meia da tarde já ninguém consegue circular. É “pára-arranca” o tempo todo e quanto mais se foge ao trânsito, mais trânsito se apanha

A Maria, como foi operada no inicio de Outubro, interrompeu algumas das suas atividades, mas desde a semana passada que já está recuperada para todas. Ontem ao final do dia era dia de cavalos, mas com o trânsito, o caminho que levamos cerca de meia hora a fazer, foi feito numa hora e meia. Claro está que a Maria já não chegou a tempo.

Quando chegaram a casa a Maria vinha com um “ar de caso”. Cumprimentou-me, mas sem grandes manifestações. Uns minutos depois veio ter comigo e perguntou – Mãe, o cavalo?

– Maria hoje não chegámos a tempo. Agora cavalo, só para a semana minha querida. Respondi eu. Olhou para mim com um ar tão desolado que me partiu o coração. Pensei uns segundos e vamos lá resolver isto:

-Maria, não tens cavalos, mas sobe para as costas da mãe. Vais passear tal como se estivesses no Jockey.

A Maria num segundo estava nas minhas costas a passear pela casa e a rir à gargalhada. Ria tanto que mal se aguentava sentada. A cada paragem puxava por mim para continuar. Resultado, deu “cabo” da mãe.

Ao final de meia hora, já quase sem me conseguir mexer, encostei-me à cama para terminar a brincadeira. A Maria fresca e feliz disse, enquanto me mexia no cabelo (tal como faz na crina do cavalo) – Oh Mãe…o cavalo “tá” aqui! A Maria é assim, “gozona”.

A Mãe da Maria (Ana Rebelo)

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