Felizmente ainda existem pessoas que pensam no bem comum

Janeiro 21, 2019

Felizmente ainda existem pessoas que pensam no bem comum, que têm empatia e amor ao próximo. Numa época em que presenciamos um arsenal teórico de orientações morais, de valores e filosóficas, de vieses espiritualistas e quânticos, no momento da prática, toda a teoria parece cair por terra. Somos individualizados, mas não deveríamos ser individualistas.

A percepção que tenho é que estamos num aglomerado desorganizado, num caos relacional sem precedentes, sem mãos dadas, num “salve-se quem puder” onde perdemos a estabilidade, a coesão saudável dos nossos relacionamentos, em que não queremos ceder um pouco do lugar individual para o equilíbrio do todo. 

Precisamos dos outros para partilharmos a felicidade, pois como seres sociais precisamos de companhia, de ternura, de afeto, de socialização por mais que queiramos ficar sozinhos. Mas, será que de fato ainda existe socialização, ou colocamos os outros numa posição secundária, de pano de fundo, onde somos as figuras principais?

Talvez o vazio existencial que tanto assola a humanidade venha desta perda de valores e referências em que tínhamos laços afetivos genuínos com os outros. Antigamente estávamos com os outros; hoje estamos para sermos apreciados pelos outros.

A mãe da Maria (Ana Rebelo)


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