Falar sozinha? Tal mãe, tal filha

Julho 20, 2016

Todos os dias descobrimos pormenores nos nossos filhos que nos fazem lembrar o quão somos parecidos. Ontem dei por mim, mais uma vez , a falar sozinha. Desde de que me lembro de mim, que tenho esta mania de conversar com os meus próprios botões. Acreditam que às vezes já nem noto?

Ontem passei pelo quarto da Maria e ouvi-a a falar. Pensei que estava na conversa com alguém. Mas não, a Maria estava a falar com ela própria. Fiquei a pensar sobre este fenómeno.

Falar sozinha? Será que isto significa que estamos com um parafuso a menos? Entretanto fui ler sobre o tema e a surpresa não se fez esperar. Afinal falar sozinho é uma prática que pode até ser benéfica se soubermos tirar proveito dela.

Dizem os entendidos que falar sozinho não só alivia a solidão, como também nos deixa mais espertos. Mais espertos? Como? Muito simples: ajuda a clarificar os pensamentos, tomar decisões ou reafirmar as que já tomámos. Mas dizem que só é benéfico se nas nossas conversas a “sós” não formos autocríticos.

A avaliar pela da conversa da Maria (que já apanhei a meio), estas ajudam-na muito, pois ela estava literalmente a bajular-se. Entre outras palavras consegui perceber: “A Maria é linda!”. “Boa Maria, é assim mesmo”!

Já eu, quando falo comigo, poucas vezes me lembro da conversa. Mas uma coisa é certa, ela herdou isto de alguém e neste caso aplicasse na perfeição a expressão – “tal mãe, tal filha”!

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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