Estimada mãe que nos maltratou esta manhã, por estacionarmos no lugar para deficientes

Setembro 19, 2016
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Acredito que a irrite ver um lugar tão apetecível, mesmo ali à porta do Colégio, onde não pode estacionar. A vontade deve ser muita mas, por favor não o cobice, é o lugar para deficientes e cá em casa calhou-nos esse direito.

Para mim era um direito que trocava consigo já! Dáva-lhe de bom grado este privilégio, em troca da mobilidade da minha filha Maria. Não sei se sabe, mas para se ter o direito a estacionar num lugar para deficientes, é preciso ter no minimo 60% de incapacidade motora e nós ultrapassamos esta percentagem em grande escala. Veja lá que a Maria tem uma incapacidade permanente de 97% .

E a aventura que é todos os dias estacionar neste lugar? Essa também trocava consigo. Tal como hoje fui abordada por si, de uma forma pouco agradável e sem sequer saber o que estava a dizer, acontece-nos muitas vezes. Sabe que já me chegaram a mandar “tratar da minha vida”? Não me queixo por mim, ou mesmo pela Maria, pois não estamos “nem aí” para aquilo que vamos ouvindo. Já a Matilde e o Tomás, não têm de ser sujeitos a estes comentários desagradáveis (sobre a mãe), mesmo à porta do colégio. Sim porque eu não tenho 1, nem 2 filhos, tenho 3.

Se calhar não reparou como eles ficaram! Acredito que não teve tempo para olhar a pormenores, pois o que a estava a irritar mesmo, era eu ter o carro ali estacionado. Mas eu conto-lhe: quando começou a confusão eles fugiram, ficaram tão aflitos com os seus gritos, que tentaram tirar a Maria do carro quando eu ainda estava a fazer a manobra. Por sorte correu tudo bem!

Gostava ainda lhe falar um pouco mais sobre esta nossa invejável situação. Sabe que quase todos os dias temos surpresas? Para além de comentários (como os seus), muitas vezes alguém estacionou no lugar para deficientes. Mas atenção, pois há sempre uma desculpa: ou porque não viram, ou porque era apenas por um minuto, ou porque estava a chover e os filhos estão adoentados. As desculpas vêm sempre e de muitas pessoas, mas sabe, nós somos sempre os mesmos e ouvimo-las vezes de mais!

A juntar a todas estas aventuras, temos ainda o meu mau feitio matinal. Confesso-lhe que sou mesmo impossível de aturar até às 9h00m da manhã. Não fui sempre assim mas desde que sou incomodada, por estar apenas a exercer um direito da minha filha, este mal tem vindo a agravar-se.

Já agora propônho-lhe um desafio: a próxima vez que me vir a estacionar o carro neste lugar, tão apetecível, corra para mim e invertemos as nossas posições. Trocamos as chaves, eu conduzo o seu carro e prometo-lhe que deixo os seus filhos mesmo à porta e depois sigo viagem.

Já a senhora, estaciona o meu carro no lugar de deficientes (com centenas de crianças e pais a passar atrás e à frente) e pensemos positivo: pode ser que nesse dia tenha a sorte de não ter nenhuma mãe (ou pai) a reclamar consigo. Leva a Maria à porta da sala e encaminha a Matilde e o Tomás para as salas de aula.

Tudo isto deve levar cerca de 15 minutos. Aí, eu já estarei no café à sua espera para a ouvir contar como foi a sua experiência. O que lhe parece? Ah! E para que não seja apanhada de surpresa, a Maria já pesa 22 kg, por isso prepare as costas pois andar com ela ao colo não é tarefa para fracos.

Se achar que para si não faz sentido este desafio, peço-lhe apenas que nos deixe viver as nossas manhãs em paz. Muito obrigada!

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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103 Comentários

  • Responder Susana Ferro Setembro 20, 2016 em 09:23

    Adorei

    • Responder antonio Setembro 20, 2016 em 16:32

      Nunca estacionei num lugar como o referido e nem vou nunca depois de ter lido este Desabafo desta Nobre Mãe,tomei mais Conta da I(responsabilidade) do acto :Obrigado a esta mãe estou consigo no Reparo e Desabafo.

      • Responder João Dimas Setembro 23, 2016 em 13:46

        Bom dia. em jeito solidário venho deixar o meu comentário. É lamentável que a maioria das pessoas sejam tão egoístas, e depois alegarem distracção, ou ainda por cima enquanto prevaricadores acusarem quem é utente por legitimo direito , de ter mau feitio. Eu próprio, que não tenho familiares deficientes, já cheguei a telefonar para a PSP local da zona de um hipermercado, que felizmente reserva 2 (DOIS) LUGARES PARA USO DE PORTADORES COM DEFICIÊNCIA. Querem saber o que escutei de um suposto agente de autoridade que estava de serviço ao atendimento telefónico nessa esquadra numa das 3(três) vezes que liguei a dar noticia do ocorrido ? Pois bem tiveram o desplante de começar por me dizer: O senhor não tem mais nada para fazer? Olhe que nós aqui não andamos a coçar a micose. Perante tal resposta, decidi tomar medidas de acordo com a resposta que me foi dada, no seguimento recebi um pedido de desculpas, mas exigi que o carro patrulha fosse ao local fazer o que devia ser feito e sem comentários no mínimo parvos. dediquei a isto 60minutos da minha vida. mas fiquei satisfeito, pois o meu dever de cidadão foi cumprido. não quero aplausos e nunca os quis, apenas gosto de civismo, solidariedade e coerência. “Um por todos, todos por um” Muita Paz!…

      • Responder Carla Guedes Outubro 8, 2016 em 12:20

        Eu quando vejo alguém estacionar no lugar dos deficientes sem o ser dá-me vontade de colar uma folha com letras garraaiis no vidro da frente a dizer:
        ESTUPIDEZ AINDA NÃO É CONSIDERADA DEFICIÊNCIA!!!

        • Responder Nidia Janeiro 4, 2017 em 08:41

          IGual, é exactamente a minha vontade!!!

    • Responder Deonilde Barroqueiro Setembro 21, 2016 em 19:05

      Durante a minha vida optei por não fazer determinadas coisas que desrespeitem os outros. Entre elas está, não estacionar num lugar onde não devo. Acho tão frustrante a pessoa não se conseguir movimentar com eu. Desculpas também não aceito,porque o incomodo que essas pessoas provocam, não desaparece com as desculpas. Mãe da Maria, infelizmente vai ter que enfrentar muitas situações como essas. Não perca sua forma aguerrida de ser, porque vai precisar dela ao longo da vida. Deus a abençoe. Abraço.

    • Responder Elisabete Tiago Setembro 21, 2016 em 22:53

      grande mulher esta de parabens,

    • Responder Sofia Gordino Setembro 22, 2016 em 20:33

      A si, só a tenho de chamar de SENHORA MÃE, e por Mãe já nem seria preciso dizer mais nada… Sou irmã de uma linda senhorita que com Síndrome de DOWN, TAMBÉM COM PROBLEMAS CARDÍACOS, e que ainda assim tem todo o direito à VIDA, a ser RESPEITADA e RECONHECIDA, SEM DÚVIDA ALGUMA É E SERÁ SEMPRE A NOSSA BEBÉ.

      TUDO DE BOM PARA SI E OS SEUS.

  • Responder Helena Lagartinho Setembro 20, 2016 em 09:32

    Bom dia
    Com todo o respeito gostei do que escreveu,mas há situações que não podem ser tratados com diplomacia…que tal um bom “tabefe’, na senhora para ela acordar e deixar de ser mais uma deficiente social…eu consigo ter carros estacionados no meu lugar que está devidamente identificado, e as respostas são sempre as mesmas…enfim gentinha parva

  • Responder MR Setembro 20, 2016 em 09:38

    Pois é assim a vida!
    Chama-se falta de civismo.
    Assistimos diariamente.
    Ninguém dá prioridade, ninguém pára em passadeiras, portas de casa tapadas por carros,
    há sempre quem se ache mais esperto e passe nas filas…
    Há que denunciar e fazer valer a lei.
    Força Ana!
    Existe a lei do retorno, lembra-te disso!

    • Responder Rosa Setembro 22, 2016 em 14:31

      Simplesmente, grande mulher .
      Todo o meu respeito e admiração .
      Trabalho com população deficiente ,sei um pouco do que sente e fala. Digo um “pouco “porque sei o que passa como profissional que sou , não como mãe.
      Muita força e luz desejo a si e à Maria .

  • Responder teresa lopes Setembro 20, 2016 em 09:53

    Os meus parabéns. Pela sua força. E coragem…eu hoje não exerço esse direito amanhã não sei pois sou mãe d uma Rute d ja5 anos mas uma mãe com28 anos…mas muitos vezes vejo gente estúpida a ocupar esse lugar e m apetece atira lhes com um. Paralelo na cabeça…um grande abraço

  • Responder Sara de Almeida Setembro 20, 2016 em 10:03

    Desde já muitos parabéns pela força que tem para enfrentar estes obstáculos todos os dias. Infelizmente a falta de civismo e espírito comunitário não existe em muitas sociedades. O meu pai também tem um lugar como o da Maria e os vizinhos até quiseram fazer uma petição para ele não ter direito a ele. Enfim, é ter paciência para esta gente com pouca matéria cerebral. Muito obrigada pelas suas palavras.

  • Responder Marta Manoel Setembro 20, 2016 em 10:31

    Vivemos num país e numa sociedade em que o civismo, os princípios e os valores de muitas pessoas ficaram escondidos debaixo de uma folha de couve e depois veio um burro e comeu tudo!!!! Essa senhora é uma infeliz e precisava de um valente chapadão. Muitos parabéns pela carta e pelos seus três filhos e pela força que tem!!!

  • Responder Manuel Salgado Setembro 20, 2016 em 10:33

    Muito obrigado Ana pelo seu testemunho.
    Foi importante para mim e, logo, também para os meus filhos.

    Forte abraço,
    Manuel

  • Responder Ana Monteiro Setembro 20, 2016 em 10:36

    Ola, mae da Maria. Infelizmente sao muitas as situacoes que acontecem no dia a dia por nao nos lembrarmos daqueles que tem defice motor, desde o estacionar nos estacionamentos para estes destinados ate estavionar sobre os passeios e rampas estinadas a cadeiras de rodas. As vezes penso que deveria hsver um bloco de “stickers” para colocar nos carros a lembra-los que ha alguem que ficou com a vida dificultada devido a falta de sensibilidade destes. Enfim… agora ja nao e muito aceitavel que o nosso governo e instituicoes de apoio a criancas nao comecem a ajudar as familias nestas situacoes. Pois 22 kg e muito peso e a Maria precisa de si com saude para apoia-la.
    Uma cadeira de rodas e um carro adequado, deveria ser algo que as familias das criancas nestas situacoes , tivessem direito entre varios apoios sociais.

  • Responder Paula Setembro 20, 2016 em 10:45

    Estou um bocado confusa e chocada… As pessoas vão discutir consigo porque estaciona no lugar para deficientes???? Nem consigo dizer mais nada…

  • Responder Inês Setembro 20, 2016 em 10:46

    Olá Ana, mãe da Maria,que já agora é linda de morrer,
    O meu nome é Inês V.,sou docente de Ed. Especial e forte defensora da inclusão…acho que nem deveria de dizer ‘defensora’,pois na minha perspetiva deveria ser um ato natural à condição humana,com ou sem limitações…contudo, são pessoas como a senhora que a maltratou que nos obrigam a falar desta forma não normal!!!
    Adorei o seu comentário e acho que são mães como a ‘mãe da Maria’ que fazem a diferença em mentes muito pequeninas!!!

    Um grande beijinho,do tamanho do céu, para todas as mães como ‘a mãe da Maria’
    E um especial para si e para os seus três filhos
    Inês V.

  • Responder Sara Guerreiro Setembro 20, 2016 em 10:46

    Bom dia Ana ! Não consegui ficar indeferente a esta situação por isso a comento, não a conheço, mas as suas palavras tocaram-me pois eu tb tenho 3 filhas mesmo que tivesse 1 a questão da mobilidade da sua Maria de certeza que não é fácil gerir mas o AMOR torna tudo possível este sentimento que só alguns tem a capacidade de sentir e viver ,triste ver como a sociedade cada vez mais egoísta onde o que importa é apenas o meu bem estar, você respondeu muito bem ! Grande mulher e MÃE !!

  • Responder Fernanda Setembro 20, 2016 em 11:12

    Bom Dia Mãe da Maria,

    Muito Bom, infelizmente vivemos num país muito pouco mesmo muito pouco civilizado, o meu marido também tem uma deficiência e infelizmente também passamos por situações destas á porta de casa onde dizem sempre que não viram o sinal, nos supermercados quando até saem a coxear e assim que passam a porta do mesmo deixam logo de coxear, enfim é o país que temos, uma vergonha.
    Força

  • Responder Elsa Setembro 20, 2016 em 11:53

    Ola “mãe da Maria”, tal como a Ana também sou a ” mãe da Carolina “, durante estes treze anos de dificuldades e peripecias, semelhantes às suas, tambem me cruzei com muitas pessoas sem civismo, contudo a sua falta de sensibilidade da-me força para continuar. Pois se a minha filha tem uma deficiencia motora grave, consegue ser superior a todos os que se acham mais importantes, pois esses sim tem uma deficiencia bem maior, a da estupides.
    Também eu ja fui abordada muitas vezes por pessoas que se dirigem a mim, quando estaciono num lugar para pessoas com deficiencia, apesar de ter o cartão fe estacionamento bem visivel, e me perguntam ” onde é que está a bengala?”. Realmente temos de respirar fundo muitas vezes antes de lidar com esta sociedade tão “civica”.

    • Responder Fátima Neiva Setembro 20, 2016 em 15:57

      Elsa que tal colocar uma bengala no carro e quando lhe perguntarem ,manda-lhes com a bengala…. É o que apetece fazer a esta “gentinha “. Enfim é o que temos na nossa sociedade , parabéns a todas as mães que todos os dias enfrentam batalhas . Coragem e muita força para continuarem a “guerra”

  • Responder Tânia Setembro 20, 2016 em 11:54

    Moro num cantão francês na Suíça e por aqui os lugares de estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida dizem o seguinte: “Si vous prenez ma place prenez aussi mon handicap”. Aplica-se tao bem a pessoal como essa senhora! Força!

  • Responder Conceição Dias Setembro 20, 2016 em 12:10

    Bom dia Ana Rebelo
    A Maria é uma sortuda por ter a Ana como sua mãe.
    Parabéns pelo texto

  • Responder Fatima Setembro 20, 2016 em 12:24

    Olá, gostei do que li. Existe muita falta de civismo e de respeito da parte das pessoas. Em vez de evitarem estas situações, parece que fazem de propósito e acham que têm razão. O melhor é ignorar. As multas deveriam ser pesadas para aprenderem a terem respeito.

  • Responder Maria Cavaco Setembro 20, 2016 em 12:55

    “Mãe da Maria”, adoro o seu comentário, e infelizmente, estou certa que passa por estas, e outras situações, bem mais incomodativas. Um beijinho para si e para a sua força. Levo, obviamente, o seu artigo.

  • Responder Patrícia Figueiredo Setembro 20, 2016 em 13:00

    Apenas para lhe dizer que venho visitar esta página todos os dias. Para mim, a Maria e a Mãe da Maria, bem com os seus irmãos são uma verdadeira inspiração. Nem sequer imagino o que terá acontecido, mas existem pessoas muito egoístas, que apenas olham para as suas circunstâncias e não querem saber o que se passa do outro lado.
    Sou sincera, às vezes, colocava o meu carro em cima dos passeio para ir deixar a minha filha, mas desde que vi aquele anúncio feito pela associação do Salvador, que mudei o meu comportamento. Creio que este seu post devia ser partilhado, para que mais possam mudar também.

  • Responder Tânia Monteiro Setembro 20, 2016 em 13:03

    Olá Mãe da Maria!
    Eu sou irmã da Cristina que tem uma incapacidade de 99.

    Deixo-lhe uma sugestão: estacione em 2a fila e vá ver que num instante lhe apontam que tem um lugar próprio para estacionar o seu carro!!!
    Um bem-haja e para a próxima um bom tabefe nessa Senhora não seria mal pensado.

  • Responder Rita Setembro 20, 2016 em 13:26

    Não fosse o insolito da situação e o peso que isso tem nas vossas vidas atrevia-me a dizer que soltei umas gargalhadas com o seu texto. Ha realmente pessoas perturbadas e sem o minimo senso comum…………
    No colegio dos meus filhos obviamente que por razões diferentes até cheguei a ter um pai que me ofereceu pancada :-)…………ah e com o filho no banco de trás!!
    O nosso filho mais novo de 4 anos também tem uma deficiencia, no braço esquerdo chamada de lesão do plexo braquial. Foi operado 3 vezes em 4 anos e vai fazer nova cirurgia no final deste ano.
    Nestes últimos anos temos sido chamados a atenção pelo facto dele ser reguila, teimoso e rebelde……..Não só pela educadora como “recados” de outros pais……………….a nós só nos coube dizer o mesmo que li no seu texto………………..trocávamos de papeis a correr muito!!! Trocávamos o bom feitio pela funcionalidade do braço……………..as cirurgias e as terapias e tratamentos por um bom pequeno almoço num qualquer café…………….mas não…………….o dia começa bem cedo para o nossa Afonso……………..afinal ja tem de estar no hospital as 8.30h para começar a fisioterapia.

    Um grande beijinho para a sua família e para a querida Maria :-)

  • Responder Carla Setembro 20, 2016 em 13:37

    Olá mãe da Maria.depois do que li francamente nem tenho palavras.só espero que essa criatura que a abordou Leia o seu texto e tenha vergonha naquela cara e lhe peça desculpa.mta força.um beijinho a Maria e aos manos.:-)

  • Responder Ilda Guerreiro Setembro 20, 2016 em 13:43

    Abençoada Mãe.
    Beijinho à Maria e continuem sem olhar aos que não vêem nada e só se lembram das coisas e dos outros quando algo semelhante lhes bate à porta…
    Não pare de fazer valer os seus direitos e o dos seus filhos. Cada vez mais temos que ser fortes nas decisões e em tudo o que nos cerca. Este mundo, diariamente, fica mais caótico e sem valores.
    Haja gente que “grita”!!!!
    Bem haja para si e para os seus…

  • Responder José Setembro 20, 2016 em 13:56

    Ola , conheço os dois lados da situação . Não sei pormenores relativamente á situaçao que descreve , se é tão linear Como o descrito (e acredito q o seja)tem toda a minha solidariedade . Acho q falta a algumas pessoas com falta de caracter uma boa dose de “chatices ” em tribunais . No caso em apreço pedia a intervençao da PSP de forma a identificar quem ocupa o lugar de deficiente ou de alguma forma tenta condicionar o seu uso e faria uma queixa ao ministério publico . Deixe-me agora dar-lhe o testemunho do “reverso da situação) ;Na zona onde habito tenho como vizinhos um casal , a esposa tem efectivamente deficiencia , anda inclusive de cadeira de rodas . Acharia normal terem direito a um lugar reservado para deficientes , acontece porém que a SRA. Que é deficiente quase nunca usa o veiculo que o seu marido estaciona no lugar , aliás diáriamente vejo a SRA. Na sua cadeira de rodas andar pela rua para se dirigir para o trabalho ou ir á farmacia , etc. O lugar é usado pelo seu marido porque Como trabalha por turnos dá-lhe jeito ter um lugar á porta quando chega as 11 da noite (e a esposa deficiente até chuva apanha no inverno ) .Certamente não é o seu caso e por isso tem toda a minha solidariedade e compreensão .

    • Responder Inês Setembro 22, 2016 em 16:20

      Senhor, tenha noção do que diz… mesmo que essa senhora não use diariamente o lugar, funcionam como um casal, o carro do marido é o dela. Não acha que em imensas ocasiões quotidianas, como ir ao supermercado, almoçar fora, visitar amigos, o que seja, a senhora pode também usufruir do transporte? E faz todo o sentido que o tenha à porta de casa? Acha que o marido da senhora não terá de a ajudar em casa a vestir-se, tomar banho, nas lides domésticas, tudo coisas que a sua esposa com certeza dá como garantidas, e não precisa da sua ajuda? Acha que essas ajudas que o seu vizinho dá à mulher não lhe roubam tempo precioso todos os dias, tempo que ele pode recuperar um pouco se tiver estacionamento à porta, e puder parar o carro logo que chega a casa às 11 da noite? Ou a sua inveja por um mísero local fixo de estacionamento é tal, que está a representar exactamente o que a mãe da Maria critica neste texto? Diga-me, preferia que um membro da sua família tivesse uma deficiência física para que a inveja que tem do seu vizinho não o cegasse tanto? Tenha vergonha, eu também tenho uma idosa na minha rua com lugar para deficientes do qual raramente usufrui e nunca, mas NUNCA me passaria pela cabeça invejar tal parco direito. Tenha vergonha.

  • Responder Sandra Fernandes Setembro 20, 2016 em 14:10

    Ola, antes de mais quero felicitala por o seu comentário no face, porque todos nós deveríamos ter consciência do que se passa entre todos nós humanos e ter mais respeito pelos demais , e essa senhora que a insultou, essa sim é deficiente mental , hipócrita, egoísta e sem escrúpulos. A sua menina Maria tem apenas uma incapacidade, mas tenho a certeza que a incapacidade da Maria é muito menor que a dessa senhora e de tantas outras iguais que existem pelo mundo fora. Continue lutando pelos direitos da sua menina que bem merece, e assim estará também lutando pelos todos outros meninos como a Maria. Parabéns e muita força!! :-)

  • Responder Ana Setembro 20, 2016 em 14:12

    Olá Ana. Por vezes vejo o seu blog por achar que faz muito pela divulgação das dificuldades das pessoas com deficiência. Não tenho perto de mim um caso como o da Maria, mas tenho um familiar com mais de 60% de invalidez que devido à sociedade mesquinha que temos, por vezes tem vergonha de usufruir dos seus direitos como portador de deficiência. Nunca tivemos um ataque directo como este, mas a quantidade de pessoas que olha de lado para o meu familiar das poucas vezes que ele usufrui do seu direito enoja-me profundamente. O caso dele só é notório quando caminha, pois o seu pouco desenvolvimento muscular é “tapado” pela roupa, embora é bem provável que ele perca a capacidade de andar com a idade (supostamente deveria andar mais vezes de bengala pois por vezes não tem força, mas lá está vergonha). Conclusão: levamos muitas vezes com um olhar que indica claramente a questão: “mas este tipo é mesmo deficiente?” ou como no caso da comentadora Elsa olham fixamente à procura da dita bengala. Tenho também uma amiga de família com osteoperose que sofre de dores horríveis todos os dias, mas no caso dela, a doença é completamente invisível, logo ainda com mais estupidez leva.

    Agradeço bastante a existência do seu blog pois acredito que pessoas como você a própria Maria podem mudar o mundo e consciencializar Portugal.

  • Responder Eva Félix Setembro 20, 2016 em 15:05

    Infelizmente a nossa sociedade pouco ou nenhum civismo tem, educação e respeito também são palavras que não fazem parte do vocabulário de muita gente! É triste todos os dias assistir a situações deste género e outras. Costumava ter o carro num parque no qual pagava um valor mensal e tinha o cuidado de o estacionar o melhor que podia, tenso em conta que os espaços eram um pouco pequenos, e mesmo assim muitas vezes chegava e alguém tinha estacionado de modo a que nem sequer no meu carro podia entrar. Já não falando dos carros indevidamente estacionados nos lugares reservados a deficientes, todos os dias alguém lá estacionava sem ter o direito de usufruir desses lugares. Não podia fazer muito, mas todos os dias deixava um bilhete no carro da tal pessoa para ver se por momentos tinha uma luz de consciência, mas não. Infelizmente os maiores deficientes são os que apresentam deficiências da consciência e da educação!
    Esperemos que essas pessoas não venham a precisar de usar um lugar desses, e que se precisarem que não tenham alguém estupido a ocupa-lo apenas porque lhe deu mais jeito.
    Devíamos todos pensar uns nos outros, vivemos em sociedade e isso assim o exige, mas ainda estamos longe :(

    Muita força e um grande beijinho :)

  • Responder Miguel Setembro 20, 2016 em 15:06

    Ia escrever “não tenho palavras”, mas tenho! Digo-lhe, com sinceridade, que se tivesse assistido a esta situação essa senhora teria vários problemas. Já enerva a falta de civismo deste povinho… Mas peço-lhe, por favor, quando tal se repetir (embora a minha vontade fosse desancar a pessoa) arranje testemunhas e chame as autoridades. Estes ANIMAIS não podem continuar impunes!!!

  • Responder dlc Setembro 20, 2016 em 15:12

    Assisti, num estacionamento de um supermercado a uma luta de 2 senhoras por um lugar para deficientes, a coisa só ficou resolvida quando a senhora que tinha direito ao lugar levantou o dístico como se de um cartão vermelho se trata-se.
    se não podermos levar o carro até a porta do lugar que queremos ir, temos o dia estragado. Andar uns metro deve fazer muito mal….

  • Responder Tomas Setembro 20, 2016 em 15:18

    Olá Ana, a mãe da Maria, do Tomás e da Matilde,

    O problema é que temos mães e pais que são excessivamente permissivos com os próprios filhos mas para compensar são intolerantes, julgadores e agressivos com os outros. Em vez de educar os filhos, dão-lhes iPads para os calarem mais depressa. Em vez de serem tolerantes (e educados) com a sociedade, partem logo para a ofensa, num piscar de olhos! Gastam energias no lugar errado!

    Vivemos no auge da inversão da troca de prioridades. Na nossa sociedade o sucesso medido pela promoção social, pelo mais recente BMW na garagem e pelo apartamento no condomínio com segurança 24h.

    O sucesso devia ser medido pela capacidade de viver em sociedade, pela capacidade de educar crianças com bons valores e por fazer alguma coisa pelo próximo.

    Talvez assim, se acabasse com as buzinadelas (como se o transito andasse mais depressa quando se apita), com os carros estacionados a bloquear garagens, com os carros estacionados em 2ª fila a fazer transito e pudéssemos todos viver mais em paz uns com os outros.

    Um beijinho

    Tomás

    PS – Em Espanha chamam à “incapacidade” de “menos capacidade”. Eu acho que a sua Maria tem uma menos capacidade de 97%, mas ainda vai ser capaz de muita coisa. Pode parecer semelhante, mas para mim não é a mesma coisa.

  • Responder Verónica Setembro 20, 2016 em 15:32

    O pão nosso de cada dia infelizmente. Existem mil desculpas para não serem civilizados, mas o de facto pensar duas vezes e não o fazer não acontece. Seja dar prioridade num elevador (muitas vezes cheguei a bloquear o mesmo à espera que as pessoas que fingem não ouvir não terem outra hipótese senão mexer as pernas), seja o lugar de deficiente porque é perto da porta, da farmácia, seja o arrumar em cima dos passeios (motas ou carros) mas pensar em quem realmente tem desafios diários, isso é que já não importa. O que importa é olhar para o nosso umbigo. Isso sim é o mais importante . Continue a refilar, a Bater com o pé, porque infelizmente até alguém estar na mesma situação nunca vai pensar da mesma forma.

  • Responder Cristina Roncon Setembro 20, 2016 em 15:37

    Um enorme beijinho para si e para a luta diária que atravessa. Sabe li o seu texto e as lágrimas encheram-me os olhos, pois infelizmente sei do que fala e é um facto …. o lugar era trocado no mesmo segundo.

  • Responder Claudia Ferreira Setembro 20, 2016 em 15:40

    Boas tarde. A senhora em questão so tem mesmo um nome que lhe assentar muito bem.
    GRANDE BESTA

  • Responder Mônica Leizer Setembro 20, 2016 em 15:45

    Adoro!
    Fui casada com uma pessoa com deficiência de 75%. Temos uma filha em comum, e continuamos amigos, apesar de o casamento ter acabado. Também tivemos nossa cota parte de desaforos por apenas querermos estacionar num lugar a que meu companheiro tinha direito…chegamos a ouvir o absurdo “Você está a aproveitar-se da sua situação”, como se isso de alguma forma fosse possível!
    Beijos imensos a todos, e vamos continuar em frente! Força, Mãe da Maria!

  • Responder Carlos viana Setembro 20, 2016 em 15:48

    Para a próxima não stresse. Coloque o seu carro de forma a entalar o/a imbecil que estacionou no vosso lugar e vá dar uma volta… Bem grande 😉

  • Responder Ana Araújo Setembro 20, 2016 em 16:02

    Parabéns Ana pela super mae que é , e por a aula de civismo que deu a essa sra e a mais umas quantas pessoas que leram o texto e da próxima vez k forem estacionar num lugar para pessoas com incapacidades , certamente se iram lembrar do seu texto e já não o iram fazer.
    Aprovei-te e partilhei no meu facebook para que mais alguns “espertinhos” lerem e ganharem alguma consciência… Beijinhos

  • Responder Cristina Setembro 20, 2016 em 16:08

    Concordo com o absurdo da situação e com a indignação mas acho que era dispensável a referência ao nome do Colégio.

  • Responder Fátima Neiva Setembro 20, 2016 em 16:12

    Olá mãe da Maria , parabéns pelo fabuloso texto só tenho pena que não chegue a muita gente, e se por acaso a tal “estimada mãe” o ler , não o vai perceber. Tenho pena da nossa sociedade, que olha para os (as) meninos (as) especiais como “deficientes” e temos tanto a aprender com eles. Bem haja( a Ana como outras mães ) pela sua luta diária ,pelas batalhas que enfrenta , coragem e força para continuar a ” guerra” . Ah e a “estimada mãe” esquece um pormenor, é que o seu ou sua filha poderá um dia vir a ser uma criança especial, porque um acidente ou uma doença, não acontece só aos outros.
    Parabéns Ana um beijo grande para a Maria para a Ana e demais família.

  • Responder pedro sempiterno Setembro 20, 2016 em 16:34

    é uma coisa que me irrita profundamente, ao ponto de já ter abordado várias pessoas apanhadas em flagrante delito, e perguntar: “reparou que este lugar é destinado a deficientes?” “ah e tal, é mais perto, tenho crianças pequenas ( essa grande deficiência!)”, e uns fantásticos ” também tenho direito”…perdão?? ai pergunto: “qual a sua deficiência?” normalmente a “malta” não gosta desta ultima pergunta…que falta de sentido de humor! felizmente não necessito de um lugar destes e espero nunca vir a necessitar, mas o civismo, esse bicho raro, não abunda. eu, sempre que posso, ponho em pratica o que para mim faz sentido, e vou “incomodar” que estaciona onde não deve. foram poucas as vezes, mas já consegui envergonhar alguns ao ponto de os fazer estacionar no sitio certo.

    • Responder Ana Setembro 21, 2016 em 22:11

      Já pensou que nos também tenho direito, a pessoa em questão pode ter uma incapacidade não visível? Provavelmente há quem minta, mas existem milhares de pessoas que não parecem ter problemas e estão em sofrimento atroz. Essas pessoas não merecem ter que provar a sua deficiência.

      • Responder Ana G Setembro 22, 2016 em 00:12

        A minha mãe tinha mais de 65% de incapacidade devido a um cancro e teve várias temporadas de quimioterapia até falecer. Em algumas sessões de quimo ela teve de se deslocar de transportes públicos tendo havido duas situações em que sentada num dos bancos “especiais” foi verbalmente maltratada porque tinha entrado uma senhora (pouco) grávida e ela não se tinha levantado. A minha mãe não se defendeu porque acreditava que não tinha que expor a sua realidade e as circunstâncias que a levavam a estar ali sentada aos passageiros desconhecidos de um autocarro.
        Por vezes cruzamo-nos com pessoas, que vivem no anonimato, vidas extremamente trágicas e difíceis.
        A palavra e atitudes que se impõe é TOLERÂNCIA para com todos!
        Não consigo imaginar o que é viver a vida da mãe da Maria, mas uma coisa sei, violência (seja verbal ou física) gera violência e provoca um grande desgaste físico e emocional.
        Sei que pode parecer ridículo mas tente ser simpática, esboce um sorriso e diga qualquer coisa do género “percebo que esteja stressada, mas quer trocar a sua realidade com a minha?”
        As chamadas bofetadas de luva branca às vezes operam milagres, não nos desgastam tanto e assim também estará a protege os seus três filhos.
        Um grande beijinho para a Mãe Coragem da Maria

  • Responder António Teixeira Setembro 21, 2016 em 09:54

    Bom dia,
    Pelo que percebi a senhora que se meteu consigo Ana foi penso eu por achar que estava num lugar a que nao teria direito.
    Já o fiz imensas vezes mas tenho o cuidado de verificar primeiro se as pessoas em questão tem ou nao direito a esses lugares. Por norma não os uso e irrita-me profundamente que pessoas vao a um supermercado,, sozinhas, e com um parque quase vazio ocupem esses lugares para pessoas deficientes só porque ficam mais perto da porta.Nem que seja para demorarem 5 minutos.
    Acho que a lei devia ser dura com quem com total falta de respeito por todos usa esses lugares sem ter direito a eles.
    Sendo assim, mesmo acreditando (inocentemente) que essa senhora teria uma boa intenção (descuidada) desejo-lhe que nunca mais tenha de suportar esse tipo de atitudes.
    Um bom dia para todos.

    • Responder Rui Costa Setembro 27, 2016 em 01:43

      Boa noite,

      A senhora que “pensava” que a Ana estaria a ser uma ocupante ilegal do lugar para pessoas com capacidades reduzidas, é uma pessoa mal formada e ignorante.

      Pelo menos, poderia ter um momento de inteligência e verificar se o automóvel teria ou não o dístico que lhe valeria o lugar.

      Se a mãe dessa mulher apertasse bem as pernas no momento do parto…..faria um bem à humanidade!

  • Responder Luisa Setembro 21, 2016 em 10:42

    Parabéns Ana Rebelo, eu tenho sempre comigo umas tiras de papel impressas para deixar nos carros que ocupam indevidamente os lugares prioritários. Talvez os vença pelo cansaço uma vez que não respeitam o próximo. É tão inaceitável que já comecei a chamar a polícia… Tolerância zero! Se tivesse uma situação como a sua não sei como reagiria. Muitas felicidades para a Maria.

  • Responder Catarina viana Setembro 21, 2016 em 11:01

    Adorei esta carta que foi escrita…senti cada palavra escrita por esta mãe..acho que toda a gente devia ter a decência de respeitar estes lugares..nenhuma mãe faz questão de ter este lugar de estacionamento mas se o tem só o tem k respeitar..sejam mais humanos e deus queira que nunca precisem de um lugar desses..quanto a senhora k lhe gritou acho que devia ter vergonha com a atitude que teve..que educação esta a dar aos filhos dela???que mural e que tem ela para abordar assim uma mãe???As pessoas esquecem.sse quantas Marias a neste mundo??!!As nenhumas ajudas que o nosso pais da!!Sejam mais humanos!!Hoje é a Maria da d.Ana amanha pode ser outra Maria perto de nos…

  • Responder Sónia Azoia Setembro 21, 2016 em 11:28

    Olá Mãe da Maria <3
    O que era para mim até hoje uma regra muitíssimo clara, hoje ganhou outra dimensão… hoje além de continuar muitíssimo clara, está carregada de sentimento!
    Grata por tamanha partilha <3

  • Responder Maria Freitas Setembro 21, 2016 em 13:08

    Estacionar num lugar que não é nosso já é grosseiro suficiente… Reclamar sobre isso então já me parece estupidez.
    Não sei o q originou a gritaria mas espero que não volte a passar por semelhante situação
    As vezes as pessoas envergonham me. Muito. Resta me a consciência de nunca o ter feito e me irritar profundamente ver quem o faz.
    Beijinhos e tudo de bom para si.

  • Responder Rui O. Nunes Setembro 21, 2016 em 14:49

    Exmª. Senhora Mãe de Maria
    Muito bom, adorei a sua carta só tenho pena que algumas pessoas até a achem um pouco dramática no que nela está escrito, no entanto sei muito bem o que uma pessoa com defeito físico, eu sou um deles, sente quando alguém com todas as suas capacidades motoras nos atrapalha no nosso dia dia que já de si é muito penoso. A minha Mãe e nessa altura nem lugar para estacionar deficientes havia, todos os dias tinha que me levar ao colégio, liceu e faculdade passou muitas vezes por esse seu problema. Já agora para a ajudar um pouco, se é que permite, nestas situações não há nada melhor do que pensar que essa tal pessoa que está brava, não tem as mesmas capacidades da sua estimada filha por isso não merece qualquer tipo de resposta e quanto aos seus outros filhos diga-lhes simplesmente que por vezes temos que saber perdoar aquelas pessoas arrogantes e mal educadas mas nunca nos podemos sentir diminuídos.
    Que Deus continue a lhe dar a força de que precisa

  • Responder Gloria Barros Setembro 21, 2016 em 14:54

    Tem toda a razão, Mae

  • Responder Luciana Lima Setembro 21, 2016 em 17:14

    Diria que seu relato é lindo, se não soubesse que a dor causada por esse acontecimento nunca será reparada… tenho um filho autista que também tem garantido na lei o direito de utilizar as vagas preferenciais, e isso já me fez passar por maus bocados e ouvir grandes asneiras… as pessoas só conhecem a Luciana forte, que luta pelos direitos do seu filho, mãe guerreira, entre tantos outros adjetivos, mas as pessoas não conhecem as lágrimas dessa mesma mãe, que depois de viver várias cenas como essa chorou como criança e de desespero por não saber mais o que fazer para ser simplesmente respeitada. E continuemos a nossa luta diária contra a hipocrisia e falta de humanidade das pessoas.

  • Responder Pedro Marcos Setembro 21, 2016 em 18:38

    Cara Ana Rebelo
    Estando solidário com o seu mau feitio horário e com a sua extremosa dedicação maternal…( sendo pai compreendo perfeitamente o épico exercício que é levar diariamente os filhos à escola!) enquanto cidadão curioso, responsável e civicamente tolerante… compreendo e respeito a sua odisseia diária de mãe e cuidadora. Contudo achei por bem, para meu esclarecimento quanto á sua indignação, aprofundar o tema fazendo uma rápida e despretensiosa leitura da legislação relativa ao estacionamento em causa. Percebi que os direitos que refere como adquiridos estão aquém de o ser!! Daquilo que li, a legislação portuguesa apenas refere o direito de estacionamento a condutores portadores de deficiência condicionadora da mobilidade que lhe confira um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, e possuir um Cartão de Estacionamento. Humana e moralmente fará todo o sentido a sua indignação mas legalmente não me parece sustentada. Talvez seja esta uma excelente oportunidade para fazer ouvir a sua voz junto do legislador. Acrescento que os direitos consagram o suprimento de necessidades do cidadão portador de deficiência… nunca serão um privilégio dos seus cuidadores ou familiares!! Um abraço cívico e solidário!

    • Responder Ana Rebelo Setembro 21, 2016 em 19:51

      Caro Pedro, Obrigada pelo seu comentário. Cabe-me esclarecer que a Maria é portadora de dístico de deficiência, pois assim a lei o permite a todos os pais de crianças com um grau de deficiência motora superior a 60% e que o automóvel seja adquirido em nome da criança. Graças a Deus, esse passo já foi ultrapassado. Mais uma vez obrigada. Cumprimentos. A Mãe da Maria

      • Responder Julieta vilaverde Setembro 23, 2016 em 23:42

        Olá Ana…. é com agrado que leio mais uma voz ativa pelas crianças como a Maria ou o Francisco que é o nome do meu tesouro… devo só corregi la num aspeto… o dístico é atribuído ao portador de deficiência independente do carro estar em nome do mesmo…. digo lhe, foi mais uma luta que eu é o meu filhote travamos (uma de muitas como deve tão bem saber) mas consegui. E se pensar mos bem faz mais sentido uma vez que eu não sou cadeirante, se o meu filho não estiver comigo não faz sentido usar lugar tão cobiçado por gente tacanha…. beijinhos para a Maria e um abraço de mãe para mãe de meninos especiais

      • Responder Ana Dias Setembro 27, 2016 em 21:40

        Olá Ana, boa noite. Como eu a compreendo…
        A minha filha Também é portadora de deficiencia, e tal como a Ana, também possuo o distico. Já ouvi os mais variados comentários… Tristes, infelizmente…
        Isto tudo deve-se à enorme falta de civismo. Já vi gente sem deficiencia alguma a colocar o carro no lugar para deficientes e colocar o distico e seguir para a praia como se nada fosse.
        E se dizemos alguma coisa, sim porque eu não fico calada, ainda dizem: eu estanciono onde eu quiser…
        Na minha opinião devia de haver uma coima, sim porque estas atitudes são para mim infrações.

    • Responder Inês Setembro 23, 2016 em 16:52

      O seu comentário suscita-me a seguinte chamada de atenção: o conteúdo das normas jurídicas (quer se encontrem em leis, regulamentos ou qualquer outro diploma legal) carece sempre de ser interpretado – nem que seja por interpretação literal – para ser devidamente aplicado. Obviamente que quando o cidadão portador de deficiência não é ele mesmo o condutor (e no caso da Maria nem poderia ser, desde logo pela sua idade) , obviamente que a norma em apreço terá de ser lida/interpretada de forma a que a sua aplicação concreta não venha a gerar situações de discriminação totalmente injustificada (desde logo entre um cidadão portador de deficiência que pode conduzir o veículo e outro que não pode). Para bom entendedor…
      E, como declaração de interesses, desde já declaro que tenho 3 filhos e felizmente nenhum deles tem qualquer problema de saúde – e nem consigo imaginar a sobrecarga de trabalho que seria se assim fosse. Os meus parabéns à Mãe da Maria, por defender os direitos da sua filha.

  • Responder anabela Setembro 21, 2016 em 20:53

    Olá Ana admiro a sua coragem e percebo o seu problema. Trabalho na área da deficiência há 17anos e infelizmente existe uma certa camada de gente que nem merece a sua indignação. São gentinha estúpida, sem nada dentro do cérebro. Felizmente para elas nunca terem tido de passar por este problema mas a vida encarregará de lhes dar uma lição. Ignore pois é superior a essa gentinha.

  • Responder António Setembro 21, 2016 em 21:30

    Somos por natureza cobardes.
    Depois de conhecer alguns casos, e este relato só vem reforçar a minha ideia, só me dá força para enfrentar as pessoas que estacionam nesses lugares reservados e enfrentá-los.
    Há dias aqui na superfície comercial. Dentro do espaço encontrei um senhor que conduzia a ambulância e perguntei-lhe “acha que está bem estacionado”. Ficou calado e depois disse-me “sabe que posso estacionar lá”, sem ter conhecimento, respondi: “deve poder ser, sr trouxer alguém consigo.. é o caso?” respondeu que não. Então disse-lhe para ter vergonha. Era um senhor que conduzia uma ambulância da cruz vermelha.
    Pior. Antes de entrar vejo uma sra. a estacionar mesmo ao lado da ambulância. Fui ter com ela e perguntei-lhe se achava que estava bem estacionada “é só um minuto” minuto ou não nao tem o direito.
    Cruzei-me com ela no interior e dirige-se a mim “eu respeito muito essas pessoas, e o meu filho suicidou-se com 19 anos em dezembro (e começa a chorar) e eu respeito muito.” CONVERSA DA TRETA .. quando saio o carro está exactamente onde estava quando eu me dirigi a ela. Melhor ela viu-me a tirar foto ao carro…. e ainda a tenho.
    Outro caso foi no Deborla em Braga. Em que vi uma das funcionarias a estacionar exactamente à porta (quem conhece sabe) onde o primeiro lugar tem o simbolo no chão em amarelo.
    Liguei para aloja a informar. Ninguem tirou o carro. Liguei para a sede da loja no Porto e passados 15m veio um segurança ver, e passado 30m e segunda chamada para a sede veio a dita funcionaria tirar o carro e aolhar para todo o lado… nisto passaram-se 50 minutos…
    É vergonhoso.. mas mais vergonhoso é não fazer-mos nada.
    Um beijinho e muita força… é o que posso dizer… eu não deixo cair…

  • Responder Isabel Araújo Setembro 21, 2016 em 22:08

    Grande Ana :) se soubesse como sofro diariamente com situações iguais, com gentinha sem um pouquinho de civismo. Força

  • Responder Isabel Araújo Setembro 21, 2016 em 22:16

    Grande Ana
    Nem imagina as vezes que devido à minha incapacidade motora (74%) passo por situções iguais que eu considero de completa falta de civismo.
    Força e parabéns pela Mãe que é.

  • Responder Pureza Setembro 21, 2016 em 22:47

    Fantástico “post” Ana. Cada vez a admiro mais…

  • Responder Aida Coelho Setembro 22, 2016 em 00:14

    Enquanto consultava o facebook, deparei com o texto de uma Mãe. Li e comovi-me. Lindas palavras! Obrigada e muita força!

  • Responder Rita Leal Setembro 22, 2016 em 00:22

    Obrigada pelo que escreveu. A Maria e a sua mãe ensina nos muito. Abraço.

  • Responder Rita Dinis Setembro 22, 2016 em 10:24

    Olá Mãe da Maria

    Sou a “mãe da Ritita”, menina com paralisia cerebral, que a afetou a nível motor e já com 40 Kilos.
    Estas e outras situações, infelizmente são nosso dia a dia. A Falta de respeito, a má formação e má educação atingem um grau elevadíssimo ( muito acima dos 60%), ao ponto de eu pensar que o conceito de deficiência devia ser revisto.
    Temos um longo caminho a percorrer na desmitificação, inclusão e tolerância da deficiência.
    Cabe-nos enquanto mães, que carregamos esta responsabilidade, vamos lutar pelos direitos dos nossos filhos, que

  • Responder Rita Dinis Setembro 22, 2016 em 10:47

    Olá Mãe da Maria

    Sou a “mãe da Ritita”, menina com paralisia cerebral, que a afetou a nível motor e já com 40 Kilos.
    Como eu a compreendo.
    Estas e outras situações, infelizmente são nosso dia a dia. A Falta de respeito, a má formação, a má educação, a insensibilidade e a negligencia, atingem um grau elevadíssimo ( muito acima dos 60%), ao ponto de eu pensar que o conceito de deficiência devia ser revisto.
    Há três anos que me debato com o problema da acessibilidade à escola da minha filha, pois a única entrada que tem acesso para as pessoas com mobilidade reduzida está fechada. Dependemos de um funcionário que nos abre excecionalmente a porta. Em situações normais tem como entrar, nem como sair.
    Perante esta cenário o que dizer.?
    Temos um longo caminho a percorrer na desmitificação, inclusão e tolerância da deficiência.
    Cabe-nos, a nós, enquanto mães, que carregamos esta responsabilidade, ensinar e educar todos os cidadãos que não sabem e não querem saber do sofrimento e da necessidade dos outros. Não é fácil, nem rápido, mas acredito que um dia lá chegaremos.
    Temos que nos fazer ouvir.
    Onde e como? Em qualquer lado e como for necessário.

  • Responder Renato Freire Setembro 22, 2016 em 11:03

    Parabens MAE ❤

  • Responder Catarina Sousa Setembro 22, 2016 em 11:57

    Cara mãe,

    Sou irmã de uma linda menina de quase 34 anos (sempre menina) – a Patrícia! Como este texto reflete bem o que passamos, que até chegam ao ponto de “nos oferecerem porrada”. É preciso ser uma grande MÃE, PAI…
    A minha mãe era uma heroína!
    Parabéns por este blog tão bem redigido e que tão bem ilustra os dias com alguém tão especial!!!

  • Responder Adelaide Leite Setembro 22, 2016 em 12:55

    Pois minha querida Ana.Não é fácil ter um filho especial.Mas posso garantir-lhe por experiência própria, que é uma bênção termos seres tão especiais como filhos.Até porque,conseguimos lidar, de uma forma tão fantástica com , este tipo de pessoas que para mim são uma aberração. Também eu já passei por situações parecidas com a sua.Há algum tempo atrás eu sofria, chorava, até que um dia pensei:Mas estas”pessoas? merecem o meu sofrimento? Nem pensar!Agora vivo para o meu filho lindo que vejo crescer e tornar-se num ser maravilhoso que me ensina mais do todas essas “pessoas” mesquinhas.Bem haja.

  • Responder Rosa Costa Setembro 22, 2016 em 13:04

    Gostei
    pois só sabe dar valor quem passa por elas
    eu infelizmente sei o que é não por filho ,mas é melhor ser eu do que um filho
    tenho um lugar à porta de casa o qual está sempre ocupado ,como eu digo por condutores difecientes da cabeça pois não lhes deveria ser autorizados a trem carta não respeitam nada nem ninguém
    quantas vezes cheguei do trabalho e chamar a policia e levam-lhes os carros agora já desisti

  • Responder Luis Monteiro Setembro 22, 2016 em 14:03

    Ana, coragem, mas não se esqueça de que os outros também podem ser deficientes. Essa outra senhora é de facto deficiente, mas “mental”

  • Responder Célia Ribeiro Setembro 22, 2016 em 14:11

    É bem verdade
    Há já dois meses que ando de canadianas (cirurgia anca) como não tenho dístico não estaciono em locais assinalados, estive na Ericeira um mês e era doloroso para mim andar muito, então o meu companheiro deixava-me perto do local e ia estacionar, e eu ficava à espera ou ia andando muitas vezes com dificuldade. Mas não, NUNCA parei em locais que não me era destinados porque graças a Deus é uma situação passageira. Mas esses locais e são muitos na Ericeira estavam sempre com carros sem dístico. QUE TRISTEZA. Pode ser que um dia precisem e aí vão perceber.

  • Responder Sandra Silva Setembro 22, 2016 em 14:49

    Muito bom!

  • Responder Ana Costa e Silva Setembro 22, 2016 em 15:18

    Gostei muito de ler o seu texto e, como costumo dizer, o mundo daquela “senhora” não é o meu. Bem-haja pelo que escreveu! Continue, porque pode ser que, um dia, o mundo seja diferente.

  • Responder A bambini Setembro 22, 2016 em 20:38

    Olá “mãe da Maria”,

    Muitos parabéns pela mãe e cidadã que aparenta ser. Das boas.

    Quando vejo alguém a estacionar nesses lugares sobem-me logo os calores!! E ler este texto fez-me crer que tenho razão quando “repreendo” e ter a certeza que não sou eu que sou chata… aliás, eu nem teria de o ser se as pessoas fossem mais conscientes, íntegras e atentas ao que está à nossa volta e não somente no seu umbigo.
    Um beijinho :)

  • Responder Jorge Setembro 23, 2016 em 00:01

    Não percebi muito bem o texto…a tal senhora implicou consigo porquê? Não tinha o dístico de deficiente no carro ou a tal senhora, apesar de possuir o dístico não o viu ou a tal senhora viu o dístico mas achou que era um abuso?
    De qualquer forma, é preciso atender a este facto: face à quantidade de chico espertos egoístas que estacionam abusivamente nos lugares para deficientes (é olhar para os centros comerciais!), instala-se uma espécie de “raiva” em pessoas que olham, impotentes, para essas casos. Eu sou um deles e não sou deficiente, nem tenho pessoas com deficiência na família, mas fico fulo com estas situações de abuso!

  • Responder Susy Setembro 23, 2016 em 00:27

    Parabéns Mãe da Maria! Que o Senhor Jesus a fortaleça e encha de bênçãos. Que coragem! Obrigada!

  • Responder Ana Luísa Santos Setembro 23, 2016 em 09:10

    Minha querida Maria…
    tens uma Mãe fantástica!
    Nota-se pelo teu lindo sorriso…
    que és feliz…muito feliz!
    O desabafo da tua mamã
    fez-me querer chegar a casa e abraçar os meus dois filhos!
    Fiquei com o coração cheio de amor…
    um enorme beijinho

  • Responder SOfia Setembro 23, 2016 em 09:15

    Como me identifico com o seu comentário… Também o meu filho sofre de uma incapacidade superior a 60% (para não dizer 100%), e todos os dias existe alguém que nos impede de viver a nossa vida sem constrangimentos. Ainda ontem fui colocá-lo na escolinha e o lugar para deficientes estava ocupado com um carro e uma senhora lá dentro. Quando me dirigi a ela, a resposta foi seca e arrogante… Qualquer coisa como “por isso é que estou no carro e não no café” mas lá tirou o carro. O problema é que não devíamos ter que pedir…. Infelizmente é um direito nosso que daríamos de bom grado a qualquer pai. Talvez sabendo o que custa criar um filho nestas condições não o desejamos ao nosso pior inimigo mas as pessoas julgam-nos por sermos uns “sortudos” e termos lugar logo ali à porta. Daria esse lugar a qualquer pai se isso fizesse com que o meu filho pudesse jogar futebol,segurar num brinquedo e partilhar brincadeiras com os amiguinhos da escola ou simplesmente que conseguisse alimentar-se autonomamente. Já nem peço que ganhe a fala porque podemos comunicar de mil e uma maneira diferentes… Custa muito!

  • Responder Paula Setembro 23, 2016 em 09:55

    Infelizmente é o k mais se vê. Felizmente não tenho ninguém nessa situação mas rara é a vez k vejo carros estacionados nos lugares para dificientes por “debeis mentais k mais não são k dificientes sem estatuto” ,e nisso fica a redundância, em k não faça um estardalhaço tal k a pessoa em questão não tenha k retirar o carro. Chego a perguntar se estupidez é deficiência. Força nessa luta k deveria ser de tds para k os portadores de deficiência ou os k os transportam tenham lugar aos seus estacionamentos k já de si tão poucos são.

  • Responder Maria Manuel Parrinha Setembro 23, 2016 em 10:54

    Minha querida Mãe da Maria, como gostei de ler o que escreveu, lembrei-me do que se passou comigo, no ano passado no Hipermercado Continente, em Loulé. Aqui vai:
    Eu tenho um filho com a Síndrome do X Frágil, SXF, que é a causa hereditária mais comum de deficiência mental. Ela é causada por uma alteração, ou mutação, de um único gene e pode ser transmitida de uma geração para a seguinte. Esta síndrome é do espectro autista.
    O meu filho, apesar de ter 16 anos, a idade mental dele é de 2 a 3 anos. Não fala, embora compreenda perfeitamente o que lhe dizemos. A SXF tem certas características físicas, que só uma pessoa conhecedora dela é que as consegue identificar, portanto, aos olhos dos outros eles são “normais”. E como normais que eles são também têm sexualidade, temos é que os ensinar a satisfazer a sua sexualidade, ou melhor, dar-lhes a noção de privacidade. Esta noção, até estar interiorizada, como deve compreender, leva o seu tempo e já lavam 3 anos, mas temos conseguido. Quando digo temos, refiro-me a mim, à irmã, à escola, aos amigos, à família, aos vizinhos, pois, todos temos de trabalhar em equipa. Peço desculpa por toda esta introdução, mas penso que é útil para se perceber a história. Como já referi anteriormente, em agosto de 2015, eu, a minha filha e o meu filho fomos ao Continente em Loulé, às compras. O meu filho apontou para a casa de banho e, lá fomos com ele. Entrámos na casa de banho das senhoras, outro problema pois nem todos os locais públicos têm casa de banho para deficientes, mas ele, tal como já suspeitávamos só queria masturbar-se. Tirei-o da casa de banho e zanguei-me com ele, dei-lhe uma palmada nas mãos, não com força, só para lhe mostrar que ele estava errado e que eu estava muito zangada com ele. Ele já sabe que só o poderá fazer no quarto dele e com a porta fechada. Esta chamada de atenção tem que ser feita no momento, pois não é chegar a casa, agora vamos conversar, quando chegasse a casa ele já nem se lembrava do que tinha acontecido. Embora ele não fale, mas na sua linguagem, ele discute comigo sempre em voz alta, ele não sabe falar baixinho e, claro que temos sempre todo o mundo a olhar para nós. Estava eu nesta “conversa” com o meu filho e aproxima-se uma “senhora” que me diz o seguinte:
    – Não bata no seu filho publicamente, você é mais deficiente do que ele.
    Fiquei para morrer, e ia disparar, mas olho para a minha filha lavada em lágrimas. tínhamos imensa gente a ver a situação. Engoli em seco e fui acalmar a minha filha que tem 17 anos, que lida muito bem com a situação do irmão, mas há dias e dias, e há dias que estamos mais sensíveis e viver este “circo” diariamente leva à exaustão.

    Um grande beijinho para si e para a sua Maria.

    Maria Manuel Parrinha

  • Responder Margarida Setembro 23, 2016 em 11:09

    Olá Ana

    Como a compreendo infelizmente o civismo não existe e mesmo quando apenas estamos a usufruir de pequenas melhorias que tornam a vida das pessoas com deficiencia um pouco mais fácil somos atacados.

    A minha mãe tem incapacidade acima dos 60%, felizmente de momento já não anda de cadeira de rodas, mas continua a necessitar de muletas para a ajudar na sua deslocação.

    Já foram muitas as vezes que chegámos à praia que habitualmente vamos e que apesar de haver 5 lugares reservados para deficientes os mesmos estão ocupados por carros sem dístico. Questionada a GNR que estava no local indica que nada pode fazer, vá procurar outro lugar…. e não há multa para ninguém.

    Uma das situações mais caricatas foi estar na fila do supermercado com a minha mãe numa caixa reservada a pessoas com incapacidade e dizerem-me que não podia estar ali porque a caixa era reservada a grávidas!!! Perguntei onde estava essa indicação dado que o sinal que estava na entrada era de incapacidade e que a minha mãe tinha incapacidade por isso tinha todo o direito de usufruir daquela fila. As pessoas acham que para se ter direito a incapacidade temos de estar em estado vegetativo e de cadeira de rodas…

    Um beijinho para si, para a Maria e para os manos da Maria.

  • Responder JOSE RICARDO P. MEIRELES PINTO Setembro 23, 2016 em 12:18

    Bom dia “Mãe da Maria”!
    Porque tem atitudes brandas para com “gente” que não se adapta em sociedade? Acho que deve agir em conformidade com o tipo de “gente” que lhe aparece, por exemplo:
    Deverá saber a residência de tal ” gente” que lhe incomodou a si e ao seu filho Tomas e Matilde, tocar á campainha, ela abre a porta, e aí nesses escassos segundos a ” Mãe da Maria” encarna por um segundo só, o Muhammad Ali…
    Portanto dê-lhe uma valente carga de porrada, porque este tipo de “gente” não entende de outro modo…

  • Responder Joaquim Ramalho Setembro 23, 2016 em 15:27

    Confesso que jamais estacionei nos referidos lugares, precisamente por nao ter direito a eles. Confesso tambem, que fico tao irritado com tamanha falta de civismo que ja me dei ao trabalho de interpelar os ilustres cidadaos fazendo-lhes notar isso mesmo. Nenhum conseguiu perceber, infelizmente. Talvez tenham um atraso mental grave e necessitem efetivamente de estacionar ali, remato.
    Nao sou nem tenho nenhum familiar com deficiencia mas entendo o desabado desta mãe. É uma luta constante, nao só com o estacionamento mas noutras areas também. Parabéns á mãe pelo comentario, e sobretudo pela luta e força.

  • Responder Estrudinhas Dias Setembro 23, 2016 em 15:50

    Grande mãe da Maria um grande bj

    Só não percebo qual a razão da outra mãe reclamar se.nao tem filhos dificientes@!!!
    Sempre respeitei esses lugares

  • Responder Luisa Setembro 23, 2016 em 16:07

    Tem toda a minha solidariedade.
    Beijinhos

  • Responder Marta Nogueira Setembro 23, 2016 em 19:56

    :) um beijo enorme para a Maria!

  • Responder Carla Rodrigues Setembro 23, 2016 em 19:59

    Olá Mãe da Maria,
    Obrigada pela sua partilha e desculpe-me por favor. A verdade é que já estacionei erradamente nesses lugares apesar de achar que podia, ou porque estava grávida ou porque estava com criança de colo. Mas garanto-lhe que não voltará a acontecer. Com o seu testemunho entendi que esses lugares deverão ser deixados disponíveis para outros que na verdade necessitam muito mais do que eu! Um grande beijinho para si, para a Maria e os manos.
    Espero sinceramente que outros, como eu, alterem os seus comportamentos.

  • Responder Ana loureiro Setembro 23, 2016 em 21:03

    Grande mãe. Sem palavras.

  • Responder Elsa Setembro 23, 2016 em 21:23

    Estou sem palavras ao ler a sua mensagem e mais os comentário de pessoas que passam pelo mesmo… estou chocada com tanta falta de respeito… não tinha a noção disso eu como respeito esses lugares e peço a Deus nunca precisar. Que achei mesmo que fosse impossível assim tantas pessoas faltarem ao
    respeito. Mas isto é em tudo assim como
    prioridade nos supermercados transportes
    públicos etc… a grávidas… agora com lugares de
    estacionamento especiais!!! Faz parte até do
    código da estrada esses sinais e tudo… chama se
    falta de humildade. Infelizmente o mundo está
    assim.
    muita força mãe… uma de garra com 3 relíquias pra proteger e cuidar com muita garra.
    eu também sou assim tocam na minha relíquia viro uma Leoa. Muitas felicidades mãe da Maria

  • Responder Claudia Gomes Setembro 23, 2016 em 22:34

    Boa noite Mãe Maria
    Um grande bem haja pelas suas palavras!
    Precisamos de mais pessoas assim no mundo!
    Tenho um sobrinho paraplégico e que diariamente tem de lidar com a falta de educação, civismo e de bom senso por parte de outras supostas “pessoas”
    Eu própria já perdi a conta às vezes que peço o livro de reclamações para denunciar situações idênticas
    Resta desejar-lhe tudo de bom para si e os seus
    Obrigada!!!!!!

  • Responder Ana Setembro 24, 2016 em 02:31

    As pessoas não valem nada mesmo, é ridículo nos dias de hoje ainda haver pessoas como estas!
    Felicidades Mãe da Maria, e uma beijoquinha para vocês.

  • Responder Teresa Setembro 24, 2016 em 15:37

    Fiquei sem palavras ao ler este texto!

    Da próxima vez seria bonito ver a Sr.ª que a insultou ao berros, por exemplo, numa atitude de arrependimento, ajudando a MÃE da Maria a tirar a sua filha do carro e aos outros filhos.

    Que nunca lhe faltem as forças, MÃE da Maria!

    Um grande BEM HAJA!

  • Responder Paula Rijo Outubro 7, 2016 em 15:58

    Boa Tarde Ana (permita-me que a trate assim),

    Adorei o seu texto! Claro, Incisivo e pleno de Razão e Emoção.

    Não imagino o que possa ser o seu dia a dia, mas gostei da forma como descreve o seu início de cada manhã e o que tais situações representam, quando ocorrem. Contudo ao ler o texto, e apesar do desespero e zanga que transmite, consegui sentir o amor que tem pelos seus filhos e uma grande força por lutar pela Maria.

    Concordo inteiramente com os pontos que expõe. Tem mais do que razões para se zangar. A falta de civismo, respeito pelo próximo e o egoísmo estão cada vez mais presentes na nossa sociedade. Ajudar o próximo é tido como fraqueza por muitos.

    Espero que no futuro muito próximo estas situações sejam a Excepção, ou que deixem mesmo de ocorrer.

    Ana Desejo-lhe a si e à sua Família as Maiores Felicidades e que continue a ter essa força para lutar pela Maria

  • Responder The Walking Dad Outubro 13, 2016 em 22:15

    Olá Ana.
    Obrigado pelo desabafo. Partilho consigo esse sentimento de revolta por já me ter acontecido o mesmo, mas que essa energia sirva para dar o melhor de si os seus filhos.
    Se puder ajudar de alguma forma, estarei disponível.
    Cumprimentos.

  • Responder Joana Dezembro 29, 2016 em 12:05

    Obrigada pelo testemunho. Acredito que provavelmente ainda é mais difícil do que descreve. Sempre respeitei os lugares reservados mas a minha gravidez de risco e a logística e dificuldade associada ao tirar e por um bebé no carro, tornaram o porquê dos lugares reservados muito mais claros para mim, assim como a prioridade no atendimento. A verdade é que precisamos mesmo, faz diferença.

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