“Escolher ser feliz” – por Miguel Gizzas

Agosto 15, 2015
Ana Rebelo a mãe da Maria

Para variar um pouco, se me permitem, gostava de falar dos Pais da Maria. Não conheço a Maria pessoalmente. Conheço os Pais da Maria. Se fechar os olhos, imagino-a uma menina feliz, rodeada de amor.

Há uns anos, se não soubesse mais nada e me perguntassem que vida lhe previa, talvez a tivesse previsto de forma absurdamente diferente. Como os médicos o fizeram, quando nasceu. Os Pais da Maria devem a sua felicidade à Maria. E ela a eles. Para isto, foi preciso juntar a personalidade da Maria à força – do tamanho de um amor infinito – dos Pais da Maria. E assim, uma história que podia ter sido tão diferente é hoje uma história de felicidade.

Dura? Talvez. Mas de felicidade. Uma história que nos dá uma lição: se amarmos incondicionalmente, estamos a conceder a nós próprios a felicidade que tantas vezes procuramos no local e na forma errados. Os Pais da Maria souberam munir-se de um amor sem limites. Em troca receberam um amor sem limites. Parece invejável, não parece? Mas quantos de nós teriam dito que era invejável, quando a Maria nasceu?

Hoje, agradeço aos Pais da Maria pelo exemplo que nos dão. Mostraram-me que se pode criar uma história de felicidade, mesmo onde tantos teriam escolhido ser infelizes.

Por Miguel Gizzas

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