É simples falar sobre (e aceitar) as diferenças

Outubro 30, 2017

“Perguntam-me muitas vezes como é ser mãe da Maria e a primeira resposta que dou sempre é que é igual a ser mãe do Tomás ou da Matilde. Só que as pessoas insistem e, inevitavelmente, a questão acaba por vir acompanhada por frases como “Deve ser difícil” ou “É preciso ter muita força”.

Não seria verdadeira se dissesse que, ao longo destes anos todos, os momentos foram sempre de profunda alegria ou felicidade. É verdade que não mas sempre me recusei e recusarei a ser vista como uma sofredora.

Não me espanta que a maioria das pessoas veja apenas a dor e o sofrimento, porque também eu precisei de força e determinação para começar ver o outro lado: a  experiência que a convivência com a Maria me proporciona.

Digo sempre que, nestes 18 anos, aprendi muito mais com a Maria do que lhe ensinei, entre outras coisas: que ser feliz é uma escolha, que podemos comunicar sem falar, que é preciso festejar cada vitória, seja ela grande ou pequena, e que é simples falar sobre (e aceitar) as diferenças. Agradeço-lhe, sobretudo, por me permitir viver, da forma mais pura, este amor incondicional. Como é ser mãe da Maria? É isto!”

Excerto do livro “A mãe da Maria” | Autora Ana Rebelo

Também Poderá Gostar

Sem comentários

Deixar Comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.