De há uns tempos para cá mudei

Julho 10, 2018

De há uns tempos para cá mudei. Comecei a dar a importância que as coisas têm e parei de sofrer por nada. Se antes, ponderava muito antes de deixar de aparecer e ficava perdida a tentar controlar as despedidas, hoje ajudo a fazer as malas e fecho a porta.

Não, não me tornei uma pedra. Não sou insensível. O meu coração continua mole, tem predileção por exageros bonitos, bate na frequência mais forte, e às vezes, fica descompassado e louco quando se depara com alguma beleza extravagante. O que se passa é que não faz sentido colocar intensidade nas coisas que não vibram. Despejar atenção em corações baldios e improdutivos.

Todas as mudanças requerem um olhar demorado sobre as coisas, e ainda dou por mim a pensar nos penduricalhos inúteis que guardei ao longo dos anos; coisas de ocasião, que duraram apenas o quanto lhes pude dar a elas a minha melhor versão.

Hoje cuido dos meus afetos com alegria. Sem deixar os meus desejos para depois. Sem fechar os sentimentos porque o coração intenso é um órgão que vive exposto. Mas, compreendi que é preciso domesticar os ímpetos e fazer triagem do que fica e de quem fica neste coração que não precisa de sofrer quedas desnecessárias para descobrir o quanto é importante. Hoje, sei deixar de aparecer e sair sem achar que é o fim do mundo, sem imaginar que viver sem alguns vai comprometer a vida. Hoje compreendo que em todas as áreas da vida só pode ficar quem nos melhora, o resto siga que só nos engrandece.

De há uns tempos para cá mudei e foi a melhor coisa que fiz!

Fonte contioutra.com | Adaptação do texto “Se não vai “agregar valor ao camarote”, pode ir embora!”

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