Crescer dói

Outubro 1, 2018

“(…) Dói descobrir que nem todo o conforto é necessariamente bom! É difícil admitir que para movermos o nosso próprio barco, é preciso remar. E remar exige foco, força e persistência. Ninguém alcança a outra margem contando apenas com a sorte dos bons ventos! Aliás, ventos contrários, tempestades e ondas gigantes, também nos levam para um outro lado.

Crescer dói porque exige resignação. Nem tudo é como desejamos! As cascas quebram-se aos poucos e as dores vão-nos tocando como um pequeno despertar.

Num certo momento da vida é necessário deixar os filhos enfrentarem o mundo lá fora e sofrerem. Uma hora eles irão chorar por um amor não correspondido, pelas notas escolares não serem classificadas com um 20, alguns amigos vão-nos decepcionar e o emprego dos “nossos sonhos” talvez exija um longo processo de autoconhecimento. As dores são necessárias, já que no conforto dos nossos desejos alcançados aninhamo-nos quase imobilizados.

Mas, quando choramos, rompemos uma história, ou partimos de algum lugar sem dizer adeus, uma lição é aprendida. E aprenderemos mais uma, e outra, e mais outra. Vai ser bom? No futuro, quem sabe! É inevitável? Sim. Como escreveu  Guimarães Rosa, “o que a vida quer da gente é coragem!”

Fonte www.asomadetodosafetos.com | Adaptação de excerto do texto “Crescer dói”  de Cristiane Mendonça

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