Como seria o mundo…

Dezembro 21, 2016

Uma noite destas saí de casa com a mãe para ir comprar um gelado ao Mac Donald´s. Fomos o caminho todo a falar sobre uma surpresa que preparámos e que fui eu fazer a entrega. Lembro-me de a mãe dizer que eu tinha ficado com a melhor parte, pois o melhor não é o presente com que surpreendemos, mas sim a felicidade que recebemos das pessoas ao serem surpreendidas. E a mãe finalizou dizendo: não há nada melhor no mundo, que possamos receber, do que essa alegria genuína.

Aquela frase ficou-me na cabeça, mas calei-me. Continuámos em direção ao Mac Drive e divertimo-nos imenso. Enquanto esperávamos, sentados no carro, cantámos, dançámos e até brinca-mos com o senhor das entregas.

Voltámos para casa e lá foi cada um para a sua vida. Como a frase não me largava, decidi começar a escrever até chegar a uma conclusão.

Concluí que até podemos ter muito dinheiro, mas se não fizermos os outros felizes, não seremos felizes. E que também podemos ter pouco dinheiro, mas se tivermos a capacidade de fazer os outros felizes, também podemos ser muito felizes.

Aí surgiu-me uma ideia: e se em vez de usarmos dinheiro para as trocas comerciais, usássemos a nossa própria felicidade? Tenho a certeza que viveríamos numa sociedade melhor. As pessoas eram obrigadas a fazer apenas o que gostam, para que no final do mês conseguissem pagar as contas (com felicidade) – assim não havia outra hipótese se não sermos felizes.

O que é que vocês acham desta ideia? Se isto fosse possível eu nunca mais precisaria de pedir nada aos meus pais, como sou feliz, teria a capacidade de para pagar as minhas coisas. E sabem quem é que seria a pessoa que mais contas pagaria cá em casa (com felicidade)? A Maria!

O irmão da Maria (Tomás Rebelo Pires)

 

 

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