Chega! Por favor respeitem quem tem direito à prioridade.

Agosto 7, 2017
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Férias são férias, mas o stress que se vive nestas alturas é de ‘bradar aos céus’. Este ano, com as novas regras dos pontos na carta, para quem estacionar no lugar para defecientes, tudo melhorou, mas há coisas que penso que nunca vão mudar.

Temos casa de férias junto a uma praia a que só se tem acesso de barco. Já não é tarefa fácil chegar à praia com a Maria ao colo, mas com boa disposição tudo se faz.

Hoje no final do dia, a fila que se juntou na ponte de acesso aos barcos ficou gigante e nós como temos a Maria (e prioridade) avançámos. Passámos por mais de uma centena de pessoas e infelizmente fomos abordados por umas largas dezenas a perguntar o porquê. Respondemos sempre, mas sabem que mais NÃO NOS APETECE ESTAR SEMPRE A DIZER O MESMO!!!

Passámos exercendo o direito de prioridade, porque a Maria é deficiente, mas não gostamos nada de ter de o repetir dezenas de vezes. Será dificil entender? Imaginem que para exercerem um direito vosso, tinham de repetir dezenas de vezes (em escassos minutos), que estavam a passar porque o vosso filho é deficiente? Já alguma vez pensaram nisso?

Quando virem alguém passar à frente, antes das perguntas em tom agressivo, vejam se conseguem descobrir o porquê. Pois nós pais e familiares, se fosse possível, trocávamos este direito à prioridade…

Ah! E por favor não façam ecoar frases como uma que ouvimos hoje – a filha é deficiente e a mãe também – pois os meus outros filhos, hoje, ainda se controlam, mas temo o dia em que de tanto serem agredidos com estes comentários se revoltem.

Deixo aqui mais uma vez um pedido: por favor RESPEITEM quem tem direito à prioridade, nem que seja porque ninguém sabe o que é o seu dia de amanhã…

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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6 Comentários

  • Responder Bernardo,Céleste Agosto 7, 2017 em 13:27

    É óbvio que tem o direito…de usar o seu “direito”. O povo continua a ser ignorante e grosseiro.Uma revolução de meio século é coisa pequena para mudar mentalidades…Diminuiu o analfabetismo mas trouxe outro analfabetismo para a cidade ou para a suposta vida de férias da antiga burguesia…porque o dinheiro compra tudo….Menos…”berço”!
    Tenho ,constantemente, a impressão de que estou a dar formação,para não dizer educação.E quem sou eu para o fazer? Mas é ,no mínimo, um incómodo, ter de suportar tanta ignorância.Desde 1910 não terá mudado quase nada?Não era a D.Carlos que se atribuía a expressão jocosa(e triste) de que, quando voltava a Portugal após uma saída oficial ou privada, dizia:”Lá volto para a piolheira!”
    Olhe, tenha paciência e não responda.Se se proporcionar, quando vos incomodarem e houver um polícia por perto, chame a autoridade e ele que instrua as gentes!

  • Responder Sílvia Eliseu Agosto 7, 2017 em 14:47

    Olá! Lamentável a situação em que a colocam! Mas vamos lá tentar explicar às pessoas ou torná-las mais sensíveis e humanas! Lá está, não há tanto analfabetismo mas há tanta, mas tanta soberba, ignorância maldosa, estupidez e mesquinhice! Não sei se teria a sua paciência! Ignore! Pelo menos (e graças a Deus) a linda Maria não entende o que é a maldade do ser humano. Para si e família, todo o meu respeito!

  • Responder Ana Carvalho Agosto 7, 2017 em 18:05

    Felizmente nunca passei por esta situação…mas já assisti e fico abismada com o comportamento de algumas pessoas. Situações em que não são necessárias lupas…as situações são claras… mulheres com bebés de colo…. pessoas com deficiências…mulheres em avançado estado de gravidez são humilhadas nas filas dos estabelecimentos comerciais. É indecente ver pessoas a esgrimir argumentos contra um direito do outro…um direito legal. Já dei comigo a saltar em defesa de uma senhora grávida mas torna-se uma luta inglória porque muitas vezes a estupidez é contagiosa e há pessoas licenciadas na área!Que arranquem os cabelos com uma pinça mas não vire as costas a um direito da Maria.Bem Haja!

  • Responder Pedro Agosto 8, 2017 em 14:14

    Realmente é horrível a situação, mas porquê uma praia com acesso tão complicado? Não era melhor escolher um sitio mais acessível?

    • Responder Ana Rebelo Agosto 11, 2017 em 21:53

      Olá Pedro, Antes de a Maria nascer já tínhamos casa aqui…por isso sempre nos adaptámos. Pode ser que um dia tudo melhore. Obrigada. Bjs

  • Responder Patricia Agosto 10, 2017 em 00:37

    Percebo perfeitamente! Connosco o problema é geralmente o estacionamento… o meu marido tem uma deficiência fisica e dístico de estacionamento e nem sempre conseguimos lugar pois as pessoas ocupam os lugares. Mas já nos aconteceu nos supermercados termos de “lutar” pela prioridade apesar da situação do meu marido e da minha proeminente barriga de grávida e também de estarmos com o nosso filho mais novo de 16 meses…

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