Braço de ferro

Janeiro 4, 2016

Ontem, aqui por Lisboa, foi um daqueles dias de “pandemónio” no trânsito. Ao final da tarde, estive duas horas sentada no carro para conseguir fazer vinte quilómetros. Resultado, já cheguei a casa tardissímo. Mas estando em casa ou não, as aventuras continuam.

Mal entrei, a Matilde veio a correr ter comigo para contar a última:

– Mãe! Hoje enquanto fazia os trabalhos de casa, a Maria entrou na sala e começou a fazer barulho. Acho que estava a tentar distrair-me. Ainda lhe pedi para cantar baixinho, mas não me ligou nenhuma! Venceu-me pelo cansaço e resolvi ir brincar com ela. Lembrei-me de fazer um jogo. Sabe como gosto de ganhar… Então fomos jogar ao braço de ferro. Mãe, eu pensava mesmo que ía ganhar. Começámos e quando olhei para o “ar” descontraído da Maria, distraí-me e ZÁS! A Maria puxou o meu braço e ganhou…

O ar divertido da Matilde a contar a história, não me deixou dúvidas: a Maria ganhou com tal destreza, que nem deu espaço à irmã, para a típica “azia” de quando perde um jogo. Ainda em modo gargalhada, a Matilde, tentou justificar a perda, dizendo que a irmã tinha feito batota. Mas desta vez, tenho a certeza, foi vencida pela boa disposição!

Antes de ir dormir, veio ter comigo, olhou-me nos olhos e disse:

– Mãe eu acho que o grande segredo da Maria, para vencer todos os desafios, é o sorriso.

É verdade Matilde, é mesmo esse o segredo!

A Mãe da Maria (Ana Rebelo)

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