As escolas não são onde a inclusão acaba

Setembro 2, 2018

Quando falamos sobre a inclusão, muitos de nós se lembram de uma imagem de crianças na escola – num ambiente educacional que acolhe todos os alunos numa cultura de aceitação liderada pelo professor. Ficamos muito confortáveis ​​a lutar pela inclusão de todos em salas de aula normais, exigindo o seu envolvimento em quase todos os aspectos da vida académica.

Uma vez, escrevi que a inclusão não pode significar empurrar todos para uma sala e esperar o melhor. Para funcionar deve ser cuidadosamente projetada. Deve ser minuciosamente planeada e executada. Deve ser FLEXÍVEL e ágil – constantemente capaz de evoluir e mudar à medida que as necessidades e habilidades dos envolvidos evoluem e mudem – e deve ser constantemente monitorizada para ver onde essas mudanças estão a ocorrer em tempo real.

E, por isso, pedimos aos educadores dos nossos filhos que façam no dia a dia o trabalho que a inclusão real exige. E ao fazê-lo, pensamos que fizemos um bom trabalho para todas as crianças deficientes. Mas as escolas não são onde a inclusão acaba. Se houver verdadeira inclusão, elas são simplesmente onde começa.

As crianças crescem, tornam-se adultos. E todos os aspectos da sociedade – desde as nossas casas, aos locais de trabalho, restaurantes, teatros, lojas, QUALQUER e CADA lugar DEVE acolher todos com uma cultura de aceitação profundamente enraizada.

Nós somos as crianças que cresceram. Como estamos a tratar os outros? Estamos a criar espaços inclusivos? Somos flexíveis, ágeis e compassivos? Estamos a procurar ativamente ou a criar oportunidades para tornar acessíveis os lugares que habitamos para aqueles que ainda estão fora dos nossos muros? Estamos a prestar atenção ao nosso próprio comportamento?

Se calhar temos de dar um passo a trás e começar de novo. Muitas vezes abrimos a porta e pensamos que só isso é suficiente? Mas não é!

A mãe da Maria (Ana Rebelo)

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1 Comentário

  • Responder As escolas não são onde a inclusão acaba - Baby Blogs Portugal Março 8, 2018 em 01:19

    […] Uma vez, escrevi que a inclusão não pode significar empurrar todos para uma sala e esperar o melhor. Para funcionar deve ser cuidadosamente projetada. Deve ser minuciosamente planeada e executada. Deve ser FLEXÍVEL e ágil – constantemente capaz de evoluir e mudar … Ver artigo completo no Blog […]

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