Ainda a Ana…

Fevereiro 2, 2019

Podia estar o dia todo a falar da Ana, que não conheço, por falar todos os dias com ela e ela falar com todas as que a querem ler.

Ela é assim: Grande em tudo e sempre a falar. Fala com as Mãos, pois sabe dá-las como ninguém. E também sabe arregaçar mangas: as delas e as nossas.

Ela é assim: fonte inesgotável de Amor e Cura. E Amor daquele Verdadeiro, daquele que felizmente sempre teve, daquele que não se vende ou escreve nas escadas da vizinha. Amor por ela e pelos Outros.

Outros esses Bons e Seus. Aos outros-que-estão-de-passagem, fora! Cordialmente, mas sem pena alguma, deita fora. Talvez por isso não goste do silêncio. Também não gosta de galinhas.

Ela é mesmo assim: de todos e todas e gosta disso pois o Mundo tem sido, ainda, pequeno para ela. E ainda bem para nós, os Seus e os Outros!

Chega a ser contagiosa a sua força de Vencer. Parece ser assim, força pequenina como a sardinha disfarçada de turbilhão. Que a leva a todo o lado. E das muitas vezes que caiu ao chão, levou com ela só a poeira e nada de dor, pois bailou e gritou ao mesmo tempo, anestesiada. E curada. Ainda hoje o faz. Para agora e hoje Vencer nos Outros outra vez! 

A primeira vez que se recorda disso, teve a primeira Menina sua no colo, que se agarrava a si e à Vida, quais Deuses…!

E têm sido, sempre assim, até agora: presas uma à outra, como no principio.

Felizes, caramba! Felizes! Tal como nas histórias que queremos ler. Para lermos a Ana todos os dias, desgarrada a Viver!

A mãe da Maria pequenina (Verónica Carvalho)

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