A indiscritível cumplicidade da Maria e do Pai

Outubro 20, 2015

É indescritível a cumplicidade que a Maria tem com o pai. É mágica a forma como se entendem. Com apenas uma troca de olhares – está tudo dito!

O pai nestes últimos meses tem estado carregado de trabalho e com enormes desafios para superar. Tem dias stressantes, em que uns minutos de descanso são obrigatórios. Fechar os olhos, nem que seja por quinze minutos, ajuda sempre a aclarar ideias e ganhar forças para enfrentar o resto do dia.

Ontem ao final da tarde, entrei pelo quarto para os chamar. A Maria encostada ao peito do pai, olhava para o seu rosto enternecida enquanto escutava o bater do coração. O Jorge, com um sorriso sereno no rosto, dormia um sono profundo.

A Maria, na sua inocência, tem a capacidade de sentir quando alguém precisa dela. E quando se trata do pai, (a cumplicidade é tão grande) ela é mestre. Este seu dom, nunca falha. Arranja sempre uma forma de se aproximar. Encontra sempre uma maneira, mesmo que sutil, para estar e ajudar.

Contrariamente aquilo que a maioria (de nós) pensa, para apoiar alguém, não são necessárias palavras milagrosas ou discursos complexos. É preciso sensibilidade para saber como atuar (da melhor forma e em cada uma das ocasiões),  com cada um.

A Maria descobre sempre essa fórmula. Não sei se será pela sua capacidade de observação, se pela pureza de sentimentos, ou mesmo intuição – mas ela sabe fazê-lo como ninguém. Resultado, o Jorge, quando acordou estava como novo – descansado e sereno!

Admiro esta capacidade da Maria e tento aprender com ela, a cada dia que passa. Mas por muito que me esforce, não lhe chego “aos calcanhares”. Entretanto, vou observando. Pode ser que um dia descubra o segredo destas suas fórmulas mágicas. A Maria é assim…

A Mãe da Maria (Ana Rebelo)

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5 Comentários

  • Responder Emília Homem da Costa Outubro 20, 2015 em 09:07

    A Maria revela bastante sensibilidade e também maturidade na forma como entende o mundo à sua volta e se comporta. Acho que isso é fruto da forma como procedem em relação a ela, em família, dando-lhe o lugar especial que ela tem mas também reservando a cada um dos elementos da família e à família como um todo, o lugar igualmente central.

    • Responder Ana Rebelo Outubro 20, 2015 em 16:06

      Olá Emília, muito obrigada pelo seu comentário. Lendo as suas palavras, faz-me acreditar que seja mesmo assim. Tentamos que cada um tenha o seu lugar especial :). Um grande beijinho e até logo

  • Responder Maria das Dores Outubro 22, 2015 em 21:00

    Que linda!! Me emocionei! Principalmente quando você disse que não chegaria aos calcanhares de Maria!! Temos muito a aprender tb com nossos filhos!!! Que Deus os abençoe sempre!

  • Responder Sandra Moreira Janeiro 14, 2016 em 14:18

    «Não se vê, sente-se. Não se mede, não se pesa, não se toca, não se cheira. Sente-se! Aquilo que é realmente importante acontece num plano não palpável. Não visível. É de dentro. É o que transborda sem se ver. É o que nos move. Ou deveria mover.»

    Antoine de Saint-Exúpery

  • Responder ana fontes Abril 16, 2016 em 05:17

    SENTIR assim , é um privilégio . É “apenas” colher o que se semeia em absoluto EQUILÍBRIO.

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